Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados

20/07/19 às 17:37 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

fome

Foto: Exame/Editora Abril

Lamentavelmente o governo Bolsonaro tem o poder de criar fatos negativos em curto espaço de tempo. Em uma semana consegue-se acumular comentários que no mínimo podemos considerar como infelizes.

O problema da fome é algo inquestionável como mácula existente no mundo inteiro. No Brasil não seria diferente. Por possuirmos problemas sociais gravíssimos, temos sim pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e muitas passam fome.

Com a criação do Programa Fome Zero, o governo Lula conseguiu, através de uma série de programas de distribuição de renda, tirar o Brasil do mapa da fome. Alguns erros estruturantes foram cometidos, como por exemplo possibilidade de portas de saída para independência financeira, mas não há dúvida que o programa deu prestígio internacional ao Brasil no combate à fome, tendo o presidente ganho vários prêmios pelo sucesso do Fome Zero. Continuar lendo

Cidades Inteligentes: A governança urbana fazendo a diferença

17/07/19 às 11:51 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

smart

Imagem: Blog Capsaína

Nas cidades inteligentes, o cidadão e os serviços essenciais estão conectados, há o uso da energia renovável, reaproveitamento da água, gerenciamento dos resíduos, compartilhamento de produtos, serviços e espaços e uma grande facilidade na forma como os cidadãos(ãs) usufruem de serviços públicos. Além disso, a cidade inteligente cria laços culturais que une seus habitantes, oportunizando o desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida. Continuar lendo

Reinserção profissional de ex-dependentes químicos no mundo do trabalho: cidadania e qualidade de vida

16/07/19 às 09:23 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

re

Foto: Assembleia Legislativa de Sergipe

O mercado está cada vez mais exigente, tornando-se claro a busca por qualificação do trabalhador, tanto adulto, quanto jovem. Também é evidente a dificuldade de jovens em situação de vulnerabilidade social conseguirem sua inserção no mercado de trabalho, principalmente quando se trata da primeira oportunidade profissional, pois eles não têm a experiência normalmente exigida pelas empresas e nenhum tipo de qualificação.

Nessa realidade, percebe-se que há até mesmo um desinteresse decorrente da falta de confiança, em virtude da realidade em que vivem. Para contornar a barreira da inexperiência e a pouca idade dos alunos, é necessário a implementação de políticas que traga de volta a motivação de pessoas que sempre foram excluídas do mercado de trabalho, preparando-as para novos horizontes no futuro.

Em se tratando do uso de drogas, a dependência química trata-se de um dos mais graves problemas do mundo contemporâneo, constituindo-se uma grave ameaça à sociedade na relação do ser humano com vários aspectos da vida social, principalmente na área profissional. Essa situação ocasiona perdas significativas na inserção no mercado de trabalho.

A reinserção profissional ajuda no processo de tratamento pois, além da cura física e psicológica, oferece autonomia econômica e social, além de retomar uma vida familiar e afetiva satisfatória. Além disto, a reinserção social deverá proporcionar ao cidadão em recuperação a transição para uma atividade ou ocupação, profissional ou não, socialmente aceita, transformando em uma forma de vida saudável e livre de drogas.

Acrescenta-se nesse processo a retomada dos seus estudos ou formações interrompidas, proporcionando alguma qualificação específica, visando a aquisição de competências para que o mesmo tenha maior chance de inserção no mundo do trabalho.

É sabido das dificuldades existentes para a aderência desse dependente em recuperação no mercado de trabalho, por questões culturais e falta de uma visão de algumas empresas de que deve cumprir com sua responsabilidade social.

Apesar disso sabemos que existem uma série de políticas públicas que são desenvolvidas no sentido de dar cidadania a esse dependente auxiliando o mesmo na qualificação, inserção no mundo do trabalho seja como empregado ou como empreendedor. Isso reduz o risco desses jovens se envolverem futuramente com drogas, ou serem cooptados como mão de obra para facções locais.

Existem Estados que desenvolvem políticas públicas de prevenção e controle às drogas não só com projetos, mas com secretarias específicas, podemos citar como exemplo os estados do Ceará e Pernambuco que articulam, planejam e executam ações de prevenção e controle às drogas usando como ferramenta fundamental a qualificação profissional para reinserção no mercado.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Política de Prevenção às Drogas tem sido ponto alto na gestão Paulo Câmara

15/07/19 às 16:13 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

mila2

Foto: Reprodução do Instagram da secretária Mila Aguiar

A segunda gestão Paulo Câmara inova ao criar a Secretaria de Política de Prevenção às Drogas. O titular da pasta, Cloves Benevides, traz consigo uma bagagem na área com projetos desenvolvidos e reconhecidos nacionalmente na área de direitos humanos sendo um gestor que atua com maior desenvoltura na política de prevenção social e sistema socioeducativo.

Em parceria com o secretário, Mila Aguiar assume a Secretaria executiva de articulação e Prevenção Social ao Crime e à Violência. Esse é um reconhecimento a seu excelente trabalho desenvolvido à frente da Secretaria executiva de Articulação Social – SEART. Sua Secretaria está no guarda-chuva da recém-criada Secretaria de Políticas de Prevenção às Drogas.

Em passagem pela SEART em 2018, Mila Aguiar apresentou bons indicadores sendo considerado um dos melhores anos do Programa que encerrou o ano com a marca de mais de 328 mil atendimentos através da execução de projetos desenvolvidos de forma continuada.

A equipe parece ser bem afinada e as ações do Governo Presente, que é um programa de articulação, garantia de direitos e de prevenção social da violência, apresenta ampliação nos números de atendimentos e dando maior foco no atendimento aos jovens em situação de vulnerabilidade social.

A oferta de alternativas a partir de cursos de capacitação e qualificação profissional mostra o aperfeiçoamento do programa, diminuindo cada vez mais a possibilidade do ingresso no mundo das drogas.

Dentre as inovações do governo presente está o Programa Juventude Presente que tem por objetivo oferecer oficinas para o público jovem. A secretaria busca com essas ações o estímulo à prevenção social usando as linguagens da arte, cultura, cidadania e sustentabilidade, oferecendo assim qualidade de vida à população.

O Governo Presente é um programa de garantia de direitos e de prevenção da violência, que atua nas cidades de Caruaru, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Educação não é para principiantes

08/01/19 às 10:50 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

educacao

Imagem: Valéria Gobo

Entende-se que o momento é de aglutinar força e gerar um grande debate sobre a educação no Brasil em todas as esferas. Em primeiro lugar é importante salientar que problemas complexos não são resolvidos com soluções simplistas e o problema das nossas escolas não está nas chamadas “ideologias de gênero” e “doutrinação de esquerda”, mas sim na incapacidade do sistema em conseguir que os alunos aprendam.

A educação apresenta números bastante negativos e que se repetem há vários anos, em governos de várias matizes ideológicas. A falta de valorização e de respeito ao professor, sem oferecer aos mesmos formação e condições favoráveis é muito mais importante do que se apegar a questões menores já citadas acima.

Há uma insistência em culpar os professores chamando-os de “manipuladores” e “ que não gostam de estudar”, essa frase foi dita, pasmem, pelo novo presidente do ENEM, na sua posse. Acredito que essa é uma estratégia para desviar o foco do real problema da educação em nosso país. A educação básica é um problema nacional, de uma complexidade tão grande que ultrapassa acusações e caça às bruxas. Continuar lendo

Caneta “BIC” de Bolsonaro torna-se protagonista nos primeiros dias de governo

03/01/19 às 13:39 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

bolso

Foto: Michel Melo/ Metrópoles

O ano de 2019 chega com muita esperança e projetos a serem realizados pelas pessoas. Mas o presidente eleito Jair Bolsonaro, começa com um tsunami de Medidas Provisórias. Em dois dias desmontou toda a estrutura em áreas estratégicas dos ministérios do Meio Ambiente, Educação e áreas de Direitos Humanos. Pelo jeito a caneta BIC do presidente terá que ser trocada rapidamente.

A extinção do Ministério do Trabalho, que já tinha sido anunciada no processo de transição, representa algo histórico, pois enfraquece os mecanismos de proteção ao trabalhador. Parece que alguns direitos como FGTS, Férias e 13° Salários serão suprimidos. Não é uma afirmação, apenas uma tendência. Continuar lendo

Polêmica da dessalinização esconde uma série de interesses

24/12/18 às 11:54 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

dessalinizacao-bolsonaro

Fotos: Rafael Carvalho/Flickr

Desde que o candidato Jair Bolsonaro consolidou sua vitória nas urnas que seu processo de transição está cercado de polêmicas desde a escolha dos seus ministros com posicionamentos morais conservadores e posicionamentos que vão de encontro às decisões alinhadas em tratados internacionais. Essa semana o governo Bolsonaro anunciou com pompa e circunstância uma solução a ser buscada em Israel para a falta de água no semiárido nordestino, porém essa tecnologia já é realidade no Brasil desde 2004, quando o Governo Federal lançou o programa Água Doce.

Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ação atende hoje 230 mil pessoas e não conta com parceria do governo israelense. Segundo o ministério, a tecnologia “é a mesma utilizada nas grandes usinas de dessalinização instaladas pelo mundo”. É importante salientar que o semiárido é um local onde não se combate a seca, por ser um fenômeno climático. Seria inconcebível combatermos a chuva e o vento, concorda? A solução está em desenvolver ações de convivência com o semiárido, adaptando-se às suas condições, respeitando a tradição local, tendo assim um desenvolvimento local sustentável.

O grande entrave na resolução do problema do semiárido é justamente a importação de ideias pré-concebidas, onde não se escuta os anseios da população local, ela sim, sabe o que é preciso para resolver suas angústias. Existem exemplos de grandes pesquisadores brasileiros que veem desenvolvendo técnicas levando em consideração a realidade local. A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (EMBRAPA) desenvolvem tecnologia de ponta na área de dessalinização principalmente por osmose reversas.

Ações combinadas de construção de cisternas, dentre outras tecnologias mais simples podem ser eficazes em situações pontuais. Todos sabemos que existem outros interesses envolvidos nessa parceria Brasil – Israel. A ideia de fortalecer as relações entre Brasil e Israel foi sacramentada quando Bolsonaro declarou, assim que foi eleito, que iria transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Essa decisão passa pela expectativa de o Brasil aumentar suas exportações para aquele mercado. A balança comercial com o país foi desfavorável ao Brasil em US$ 767 milhões no ano passado.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

CPRH divulga informativo de balneabilidade das praias de Pernambuco

24/12/18 às 11:57 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

cadeias

Candeias apresenta trecho impróprio para banho. Foto: Andros Silva

O verão chegou e as cidades litorâneas já estão lotadas devido à grande procura por sol, praia e um mergulho no mar. Mas para que as férias na praia não virem uma dor de cabeça, ou até uma dor de barriga, é importante conferir a balneabilidade.

Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, ou seja, contato direto e prolongado com a água em situações como mergulhar, nadar, boiar etc. De acordo com a balneabilidade, as águas de determinada praia são classificadas como próprias ou impróprias para banho de mar.

O fator que influencia a balneabilidade é, basicamente, a densidade de coliformes fecais, microrganismos presentes nas fezes de animais de sangue quente e que servem como indicadores da poluição por esgoto, pois podem sinalizar a existência de outros microrganismos causadores de doenças.

Outro fator que influencia a balneabilidade são as chuvas, pois a drenagem da água da chuva em direção à praia lava as ruas carregando a sujeira presente para rios e para o mar, prejudicando a qualidade da água. É nesse período que há um aumento temporário da população litorânea, aumentando consequentemente a produção de esgoto.

Assim, o contato com água contaminada por esgotos pode expor os banhistas a uma série de microrganismos que podem causar sintomas e doenças que incluem, em geral, enjoos, vômitos, dores abdominais e infecções de ouvido, nariz e garganta, podendo se agravar para disenterias graves, cóleras, febre tifóide e hepatite A.

A CPRH divulga semanalmente um boletim que mostra a qualidade da água em pontos de 30 praias do litoral pernambucano. Avaliando as praias de Jaboatão dos Guararapes temos alguns trechos impróprios para o banho, como na Avenida Beira Mar, 606 (Hospital da Aeronáutica) e em Candeias na Avenida Bernardo Vieira de Melo com a Rua Aníbal Varejão.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Barraco é uma constante na Câmara Municipal de Jaboatão

Essa pode ser considerada uma das piores legislaturas da cidade nos últimos anos

17/12/18 às 12:54 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

charge-ivan cabral

Imagem/Ivan Cabral

Jaboatão parece ter “dedo podre” para representantes do Legislativo. A cada renovação de mandato, vemos um verdadeiro “circo dos horrores” pela falta de uma pauta propositiva em consequência do despreparo dos nossos representantes.

Na sexta-feira passada (14/12), última sessão do ano, os vereadores chegaram ao ápice da falta de decoro com agressões verbais e até ameaça de agressão física. Não citarei nomes, por uma premissa básica: é papel do cidadão acompanhar o seu vereador, seus projetos e sua postura perante seus pares.

Cabe à presidência da casa ser mediadora dos conflitos, mantendo a ordem e o decoro parlamentar de seus colegas. Autoritarismo e parcialidade não resolverá a situação. Para isso que se tem o líder do governo, algo legítimo na casa, que precisa ter um perfil moderado, porém firme na defesa dos interesses de um governo que ele defende.

Antes de tudo um líder do governo precisa lembrar que também é vereador e precisa pensar também em legislar para a população e ter coesão com seus pares não defendendo apenas interesses particulares.

É uma falta de respeito ao povo de Jaboatão dos Guararapes o que todos os vereadores, sem exceção, fizeram nesta sessão horrível. Essa pode ser considerada uma das piores legislaturas da cidade nos últimos anos. O povo merece um debate mais democrático e qualificado sobre políticas públicas de educação, saúde, meio ambiente e mobilidade urbana.

A minha percepção, como cidadão jaboatonense, é que o cargo não está a altura de muitos. É preciso muito mais do que votos e assistencialismo para ser um vereador atuante e antenado com os interesses do cidadão.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Falta compromisso do prefeito de Jaboatão dos Guararapes com a agenda ambiental

15/12/18 às 16:39 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

saneamento2

Foto: Guga Matos/ JC Imagem

Os cidadãos ao irem às urnas nem sempre se atentam que, os prefeitos de suas cidades são responsáveis pelo desenvolvimento sustentável dos municípios. É o que estamos vendo nas cidades brasileiras, em especial Jaboatão dos Guararapes, um descaso no investimento em políticas ambientais, principalmente pelo desconhecimento da pasta pelo prefeito e seus secretários.

A falta de compromisso com o meio ambiente em Jaboatão dos Guararapes começa pela falta da inclusão de políticas ambientais nos Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e de Orçamento Anual (LOA); sem falar na contratação de gestores, ou seja, interlocutores verdes, capacitados para a área e incluindo ações de sistema de gestão ambiental em todas as Secretarias do município. Mesmo assim a mais importante ação se dá pelo compromisso político do prefeito, coisa que não acontece na província jaboatonense.

Apesar da alegação de que não tem dinheiro, de que o município é grande e complexo, existem fatores que podem trazer sucesso à gestão. Em pesquisas realizadas, fatores como a visão estratégica dos prefeitos aliadas ao profissionalismo dos agentes ambientais, comprometidos, sem filiação político-partidária, gera maior eficiência na máquina pública, melhorando os indicadores ambientais da cidade.

Esses dados mostram a importância do prefeito nesse processo, ele é o maestro e tem a obrigação de pensar estrategicamente no meio ambiente; ser responsável pela boa ou má gestão; ele é o líder da casa e contrata sua equipe, que o auxiliará a cuidar do meio ambiente.

Um prefeito não precisa ser um intelectual, acadêmico, mas um estadista que tenha o DNA da Sustentabilidade. Jaboatão dos Guararapes não tem esse líder no momento. A diferença entre um estadista e um político é que o primeiro pensa no coletivo, coloca-se no lugar da criança que terá uma educação pública e oferece um serviço como se fosse para seu filho. Gestor que não entende que investir em saneamento é enterrar dinheiro e que ele deve ser feito para todos, sem distinção.

Não estamos dizendo que o trabalho de reduzir os impactos ambientais é fácil, é preciso acompanhamento do gestor público e antes da vontade política, investir em educação ambiental e na mudança da cultura de como lidar com o meio ambiente.
As ações propostas devem ser integradas a partir do esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura ambiental e conselho ambiental.

A criação de um ranking onde as cidades possam ser contempladas com verbas a partir do momento que se comprometem com as políticas públicas ambientais algo que estimula os gestores a buscarem a sustentabilidade. Infelizmente as ações ambientais em Jaboatão dos Guararapes são praticamente nulas, acontecendo de forma pontual e não integrada. Você conhece o nome do Secretário de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes? Já o viu em eventos e ações que visem a melhoria da qualidade ambiental do município? Vale a reflexão…

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Quem suja o Rio Jaboatão? E quem deve salvá-lo?

14/12/18 às 16:42 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

100_0709

Foto: Jorge Araújo

Começo esse artigo com uma pergunta: existe uma reflexão da sociedade sobre a água potável que poderá, em algumas décadas acabar, se nada for feito? Provavelmente todos irão dizer que não. Pois bem, aqui em Jaboatão dos Guararapes, temos o Rio Jaboatão, que também fornece água para outros municípios e vem decididamente contribuindo para a poluição das praias urbanas do nosso Estado.

Os esgotos derramados diretamente na bacia fazem com que se torne mais difícil o controle de sua preservação. As fontes de degradação podem ser dividir em dois grupos: atividades de origem urbanas e industriais.

O primeiro grupo inclui lixo urbano, ocupação desordenada nas margens dos rios e o esgoto doméstico. Jaboatão dos Guararapes o que mais tem é lixo nas ruas e casas construídas de forma irregular em todas as áreas da cidade.

O segundo grupo estão representados por efluentes líquidos provenientes de indústrias de todas as áreas de atuação. Essas empresas causam impacto significativo à bacia sendo urgente um plano de revitalização da bacia do Rio Jaboatão.

Precisamos todos, sociedade civil organizada, órgãos públicos de todas as esferas nos unirmos em busca de soluções para a preservação de nossos rios que são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Se a poluição do Rio Jaboatão for combatida, com certeza teremos menos ataques de tubarões em nossa orla.

Sou a favor da criação de uma agência ambiental na esfera municipal com autonomia e recursos próprios para podermos discutir e implementar políticas públicas ambientais em nosso município.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Brasil perde a oportunidade de ser protagonista em algo

11/12/18 às 11:30 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

charge

Imagem/Charge do Jornal da Amazônia

Com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República, sabia que teríamos tempos sombrios para a preservação ambiental em nosso país. O discurso de campanha mostrava um desconhecimento do tema e um despreparo do seu staff em assuntos como aquecimento global e unidades de conservação. Toda essa lambança culminou com a retirada da candidatura do Brasil para sediar a COP 25 – evento de dimensão mundial que trata de ações para redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil vinha desde o Protocolo de Kyoto em meados da década de 90, construindo um protagonismo na área, não só por ser o país com maior reserva de fauna e flora do mundo, tendo a Amazônia, mas pelos compromissos assumidos nas reduções de emissões de gases de efeito estufa. É importante lembrar que fomos o país que deu o pontapé inicial na discussão global sobre a problemática ambiental no Rio de Janeiro com a ECO-92. Líderes políticos de todo o mundo vieram ao Brasil se unir em prol do cuidado à mãe terra.

Anos se passaram e o cancelamento do Brasil em sediar um evento dessa magnitude, que iria ser positivo economicamente para o Brasil, aquecendo a economia com milhares de chefes de estado visitando nossos país, sem falar na imagem de protetor maior do planeta a partir de suas reservas naturais, fazem com que voltemos à década de 70. Você lembra do discurso dos militares do crescimento de “50 anos em 5”?

A escolha do novo ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, réu na Justiça, acusado de flexibilizar a área de proteção ambiental próxima ao Rio Tietê, em São Paulo. O caso teria acontecido durante sua permanência como secretário do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin. Claramente teremos um ministério usado como linha auxiliar ao da agricultura, defendendo unicamente os interesses dos ruralistas. Dessa forma, perdemos a chance de sermos pelo menos uma vez protagonista em algo.

É importante que profissionais da área ambiental, ambientalistas e a academia não se calem e busquem alertar a sociedade desse retrocesso na área. Podemos perder parcerias comerciais importantes por visão estreita de políticos despreparados.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Plano Diretor Ambiental: Não há como fugir deste tema

10/12/18 às 12:10 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

plano-diretor

Imagem/Alef Gabriel

O Plano Diretor Ambiental, representa uma grande ferramenta de planejamento estratégico para o meio ambiente. É a partir dele que podemos realizar um plano de ação para proteção ambiental no território municipal como também um plano de negócios que possa potencializar a economia local em bases sustentáveis.

O Plano Diretor Ambiental pode ser uma ferramenta efetiva no controle territorial e não deve ser confundido com o Plano Diretor que está previsto no “Estatuto das Cidades”. Ele se insere no Plano Diretor, porém pode ser executado de forma independente, sendo uma ferramenta de gestão.

É importante salientar que, cada cidade tem suas peculiaridades, sendo necessário tem que avaliar as cidades de forma isolada, levando em consideração a própria bacia hidrográfica a qual pertence.

Projetos de navegabilidade como o existente no Recife no Rio Capibaribe, apresentam soluções do ponto de vista turístico, mas também comercial onde grandes empresas poderão escoar seus produtos. É preciso preservar nos Rios o sentido de usá-los de forma sustentável.

A Lagoa Olho D’água, em Jaboatão dos Guararapes é um grande exemplo de descaso das nossas riquezas naturais. É um ecossistema de grande potencial paisagístico localizada na Bacia do Rio Jaboatão.

Considerada a maior lagoa urbana de formação de restinga do Brasil, é composta de uma fisionomia muito natural encontrando-se completamente inserida na estrutura urbana da cidade, ou seja, uma paisagem de águas inserida no sistema de águas da cidade e que interage dentro dos sistemas: ecológico, urbano e social, comprovando que o Plano Diretor Ambiental se aplica perfeitamente no cenário de recuperação dos usos múltiplos dos rios.

É necessária vontade política para a proposição de um Plano Diretor Ambiental para a Bacia do Rio Jaboatão e Lagoa Olho D’água. Um grande programa de revitalização integrada (educação ambiental, saneamento e gestão do lixo), invés de discussões isoladas e desarticuladas, dialogando com cidades vizinhas.

Ações como asfalto, saneamento ambiental e cobrir todo o município com médicos da família, são condições básicas para o ordenamento urbano numa perspectiva sustentável.

É preciso também que a Gestão Municipal e seus Parlamentares conheçam o território municipal e os impactos causados por cada ação definida nas Secretarias Municipais e na aprovação de projetos na Câmara. Será que meu projeto terá impacto ambiental negativo na cidade?

Por isso sugiro ao Município de Jaboatão dos Guararapes que seja inovador e crie o Plano Diretor Municipal, realizando um mapeamento ambiental do território, vinculando assim uma série de ações, como por exemplo educação ambiental em escolas públicas.

O Plano Diretor Ambiental é algo facultativo, mas que a depender da visão estratégica do gestor, poder se tornar lei com a consulta da sociedade civil e outros segmentos da sociedade através de audiências públicas.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

Jaboatão dos Guararapes não está preparada para o uso de bicicletas

08/12/18 às 12:52 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

bicicletas

Imagem/Clipartlogo

Acredito cada vez mais em projetos que valorizam o uso de meios alternativos de transporte. A cidade de Jaboatão dos Guararapes, tem tímidas iniciativas de  requalificação viária e paisagística, como a criação de um corredor de ônibus e uma ciclovia na avenida Ayrton Senna, construídas ainda na gestão Elias Gomes. A mesma representa pouco para resolver o problema da mobilidade no município. Projetos desse porte tem por objetivo a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa. Afinal, como a gente sabe, os gases emitidos pelos veículos são um dos causadores do aquecimento do planeta.

Algumas cidades, principalmente na Europa, criaram um sistema de “recompensa” para quem optar pela bicicleta. A iniciativa premia quem deixa o carro em casa oferecendo sorvetes, cerveja, ingressos de cinema e outros brindes para quem prefere pedalar. Nas médias e grandes cidades brasileiras, como Jaboatão dos Guararapes, o número de veículos nas ruas e avenidas já representa um problema grave e sua gestão não prioriza a melhoria do transporte público, com ônibus de péssima qualidade e profissionais desqualificados, além de tarifas altas. Continuar lendo

Retrocesso: Brasil não sediará a COP 25 em 2019

29/11/18 às 09:30 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

COP25

Divulgação

O Brasil não vai mais sediar a COP 25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) em novembro de 2019. O governo brasileiro comunicou a decisão de desistir da candidatura através de comunicado enviado à secretária-executiva da Convenção, a embaixadora Patrícia Espinosa. Foram alegados dois motivos para a decisão: restrições orçamentárias e a transição do novo governo eleito, que herdaria o compromisso.

Seria um grande avanço para o país sediar uma Conferência das Partes da Convenção do Clima, sendo uma grande oportunidade do Brasil reafirmar ser um país de liderança nas políticas de sustentabilidade, em especial em mudanças climáticas, mostrando que a sociedade brasileira entende a urgência da discussão de temas como esse e ações efetivas no combate aos fatores que interferem no clima.

A mudança de governo, traz grandes incertezas quanto à política ambiental. Primeiro porque parece que o presidente eleito não está muito preocupado com o meio ambiente, pois nem ministro anunciou ainda. Segundo porque já em campanha defendeu que o Brasil saísse do acordo.

Com a escolha do novo ministro de relações exteriores, o diplomata Ernesto Araújo que não acredita no aquecimento global, dizendo que é uma “tática global servindo para justificar o aumento regulador do estado”, essa decisão ganha força no novo governo. Não há nenhuma consistência científica que embase essa teoria.

A decisão já foi questionada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O senador Jorge Viana (PT-AC) reiterou que a proposta orçamentária de 2019 já prevê a destinação das verbas correspondentes à organização do evento, com a maior parte dos recursos advindo de dinheiro já existente no Fundo Clima, gerido pelo BNDES.
Para ele, realizar a COP-25 pode até ser economicamente vantajoso, pois durante duas semanas o país é visitado por milhares de participantes, grupos sociais e jornalistas interessados em cobrir o evento.

Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) também avalia que o Brasil está “virando as costas para o mundo”, e credita parte da decisão ao futuro governo Bolsonaro, pois há em seu discurso um desprezo pelas questões ambientais e uma aliança radical com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump que tem o mesmo pensamento. Dessa forma, perderemos o protagonismo numa das poucas áreas que temos que é a ambiental.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857