21/09/2020 às 12:36 – Por Andros Silva

A TV brasileira completou 70 anos na sexta-feira (18) e a Rede Globo passou a semana anunciando com pompa e incansavelmente o especial que estava preparando, a ser exibido no Globo Repórter.

Começou até empolgante, mas logo tornou-se cansativo. A emissora da família Marinho preferiu focar nas telenovelas, de uma forma bem publicitária, típico de quem tenta vender um peixe que já não tem mais tanta saída no mercado. O mesmo aconteceu com seu telejornalismo, ficou claro a tentativa de enaltecer aquilo que anda meio ruim das pernas, sem muita credibilidade diante do grande público.

Porém pecado mesmo foi ter apagado nomes importantes da história da telinha, como o humorístico Casseta e Planeta e o saudoso e lendário Amácio Mazzaropi, considerado amigo e empregado bem-sucedido de Assis Chateaubriand, maioral do cinema brasileiro, tanto que foi o único artista que ficou milionário fazendo filmes no país. Suas produções foram fenômeno de público por mais de três décadas. Participante do primeiro programa da TV brasileira, Mazzaropi foi um sucesso de imediato. Dois dias depois de sua estreia, a Tupi lançou o programa Rancho Alegre, o primeiro humorístico da nossa TV, onde Mazzaropi contracenava com Geny Prado, João Restiffe e Abelardo Barbosa, o famoso Chacrinha.

Uma nova parte do especial, não tão especial assim, foi prometida para sexta (25). Mazzaropi deveria abrir a atração, por sua importância, mas como na próxima edição, os programas de auditórios, com viés humorístico, serão a bola da vez, talvez o nosso eterno, Jeca Tatu, dê o ar de sua graça… É esperar pra ver!