28/07/2020 às 11:59 – Por Dra. Juliana Santos/Fisioterapeuta

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Juliana Santos/Divulgação

As doenças cardiovasculares (cardio = coração; vasculares = vasos sanguíneos) também conhecidas como DVC, afetam o sistema circulatório, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos (artérias, veias e vasos capilares). As DVC são de vários tipos, sendo as mais preocupantes a doença das artérias coronárias e a doença das artérias do cérebro. Os riscos das doenças cardiovasculares são por fatores modificáveis e fatores não modificáveis. Sobre os fatores modificáveis pode-se citar açúcar elevado no sangue (diabetes), colesterol elevado (hipercolesterolemia), pressão arterial elevada (hipertensão arterial), excesso de peso, hábitos tabágicos (inclui o fumo passivo) e o uso abusivo de álcool.

Dissemelhante, os fatores não modificáveis estão relacionados a idade (que se agrava com o envelhecimento), o sexo (estar mais presente em pacientes do sexo masculino) e a genética sendo sobre as alterações em genes envolvidos na coagulação, que são importantes para o bom funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), crescem cada vez mais as mortes por decorrência de infartos do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Após adquirir alguma sintomatologia e patologia associada a doença cardiovasculares é necessário obter mudanças de hábitos alimentares e inserir o paciente em um programa de reabilitação cardíaca.

Você deve estar se perguntando de qual forma a fisioterapia tem importância no tratamento de doenças cardiovasculares. Bom, vamos lá! A fisioterapia pode atuar de forma preventiva, pré-operatória e pós-operatório, com o objetivo de proporcionar vários benefícios. De forma preventiva e pré- operatória tem como objetivo melhorar a capacidade funcional, redução de fatores de riscos, redução dos sintomas que antecedem complicações e descompensações, e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente.

“As DVC são de vários tipos, sendo as mais preocupantes a doença das artérias coronárias e a doença das artérias do cérebro”

No pós-operatório a atuação da fisioterapia cardiovascular pode ser dividida em três fases: na fase hospitalar onde é a tomada de decisões e condutas fisioterapêutica do início da internação à alta hospitalar, evitando complicações e informando sobre os fatores de risco; na fase ambulatorial é o processo de reabilitação fora do ambiente hospitalar, envolvendo ações, condutas e mudanças para proporcionar uma melhor adaptação ao novo estilo de vida e na fase de manutenção (supervisionada ou não supervisionada) onde o paciente irá manter a manutenção e capacidade funcional, realizando os exercícios orientados pelo fisioterapeuta.

Durante cada fase do pós-operatório é necessário respeitar as fases de reabilitação e as condições clínicas e físicas do paciente. Dessa forma realizando condutas para promover o aumento do fluxo respiratório, manutenção e/ou ganho de força muscular, amplitude de movimento, treino aeróbico e orientações para serem aplicadas no dia a dia do paciente.

É de suma importância compreender que durante as fases de reabilitação cardíaca, os benefícios da fisioterapia é adequar a readaptação do paciente às atividades de vida diária e ocupacionais. Incluindo exercícios aeróbicos e resistidos proporcionando a reversão ou controle do sedentarismo.

Este espaço tem como titular o Dr. Elexsandro Araújo. A página é compartilhada com os colegas que assim como ele, atuam na área da Saúde.

Dra. Juliana Santos/Fisioterapeuta – Crefito 301470-F

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Dr. Elexsandro Araújo é Fisioterapeuta, Especialista em Saúde do Idoso, Diretor Clínico da EA Terapias Integradas HOME, Professor, Palestrante, Escritor, Colunista e Cantor.

Contato: elexsandroaraujo@outlook.com
Instagram: @elexsandroaraujo