27/07/2020 às 00:33 – Por Dr. Aníbal Ribeiro/Dentista

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Aníbal Ribeiro/Divulgação

Muito se fala que o uso de aparelhos dentários é algo para jovens. Mero equívoco pensar assim! O tratamento ortodôntico representa uma intervenção viável na atuação odontogeriátrica, desde que realizado com forças suaves, considerando as limitações de cada caso e respeitando as características inerentes a esta atuação.

Com os avanços da Medicina e da ciência, a expectativa de vida da população tem aumentado consideravelmente. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro, que em 2004 era de 70,4 anos ao nascer, deve alcançar em 2050 o patamar de 81,3 anos, mesmo nível atual do Japão, primeiro país do mundo em esperança de vida.

Como consequência, a cada dia um maior número de idosos, com 60 anos ou mais (OMS), se preocupa com os cuidados com a saúde e a estética. Neste aspecto está envolvida a classe odontológica que, aprimorando seus conhecimentos e desenvolvendo novos materiais, atende este público cada vez mais preocupado com a sua aparência e seu bem-estar.

“Com os avanços da Medicina e da ciência, a expectativa de vida da população tem aumentado consideravelmente”

A movimentação ortodôntica no paciente com mais idade depende, principalmente, de um planejamento bem realizado, com objetivos precisos, a fim de realizar um tratamento ortodôntico simplificado e minimalista, pois existe uma dificuldade deste paciente em tolerar o uso de aparelhos por períodos prolongados. No entanto, existem algumas limitações que devem ser consideradas durante o plano de tratamento.

Para o sucesso da movimentação ortodôntica faz-se necessário um exame clínico, radiográfico e uma anamnese bem realizados, que trarão informações importantes, colaborando na delimitação da atuação do profissional.

Fatores a serem observados:

1. Enfermidades sistêmicas avançadas.

2. Uso de medicamentos.

3. Má condição de saúde bucal.

4. Quantidade de osso alveolar.

5. Falta de motivação do paciente.

6. Impossibilidade de obtenção de estabilidade oclusal após a terapia ortodôntica.

Em resumo, a idade não representa um fator que inviabiliza a realização do tratamento ortodôntico, entretanto, uma anamnese detalhada auxilia no planejamento do tratamento e na realização de uma mecânica simplificada, a fim de atingir o objetivo de cada paciente. O paciente idoso apresenta várias diferenças quando comparado ao jovem, mas, quando o tratamento estiver bem indicado e o paciente esclarecido e motivado, esse paciente se torna um ótimo colaborador e espera-se resultados bastante satisfatórios.

Este espaço tem como titular o Dr. Elexsandro Araújo. A página é compartilhada com os colegas que assim como ele, atuam na área da Saúde.

Dr. Aníbal Ribeiro – CROPE 8295. Dentista Especialista em Ortodontia 
Diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Ortodontia – ABOR/PE

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Dr. Elexsandro Araújo é Fisioterapeuta, Especialista em Saúde do Idoso, Diretor Clínico da EA Terapias Integradas HOME, Professor, Palestrante, Escritor, Colunista e Cantor.

Contato: elexsandroaraujo@outlook.com
Instagram: @elexsandroaraujo

Fontes:

1. Karyna Martins do Valle-Corotti, R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 13, n. 2, p. 84-93, mar./abr. 2008.

2. https://www.terra.com.br/noticias/dino/ortodontia-na-terceira-idade-quais-os-tratamentos-indicados,a3233c45b0cb6847ec08c2345df61195dmoe20mt.html