24/07/2020 às 11:15 – Por Danúbya Brito/Fisioterapeuta 

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Na prática clínica é muito comum a presença de pacientes com diagnóstico de discopatias degenerativas, hérnias de disco, escolioses, dores nos joelhos, cervicalgias e cefaleias. No entanto, guiados muitas vezes por uma abordagem mecanicista das doenças, seguem tratamentos padronizados que não levam em consideração a presença dos parâmetros menores (vilões que, em muitos casos, são responsáveis pelo surgimento das patologias).

Exemplificando esses parâmetros menores, temos as assimetrias de membros inferiores e as alterações nos captores podais. O que isso significa? Você sabia que as assimetrias de membros inferiores têm como principais causas a genética e as lesões traumáticas? Isso mesmo, boa parte da população já nasce com uma perna maior que a outra ou são submetidas a cirurgias e fraturas capazes de diminuir o cumprimento de um dos membros. Logo, isso pode significar o surgimento de escolioses, dores e degenerações em diversas articulações do corpo, além de cefaleias e dores em qualquer parte da coluna vertebral.

Não podemos esquecer das alterações nos captores podais, que são as famosas pisadas pronadas ou supinadas. Essas alterações também são parâmetros menores que podem resultar nas mesmas sequelas de uma assimetria de membros inferiores. Então, o que fazer para reverter? Antes de tudo, o paciente deve ser avaliado por um profissional capacitado e voltado para o tratamento destas disfunções, através dele que serão descartadas outras hipóteses capazes de resultar em queixas semelhantes, porém com fatores causais completamente diferentes.

“Boa parte da população já nasce com uma perna maior que a outra ou são submetidas a cirurgias e fraturas capazes de diminuir o cumprimento de um dos membros”

Após uma avaliação criteriosa do paciente e chegando a conclusão da presença de um dos parâmetros menores já citados ou até mesmo de ambos, o profissional irá prescrever palmilhas de recalibração postural ou corretiva para assimetrias de membros inferiores. Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhores serão os resultados. Boa parte dos pacientes que procuram rapidamente uma avaliação fisioterapêutica, consegue reverter o quadro, pois o que existe logo no início é um processo álgico ou inflamatório, quanto a mais crônico o processo, menos efetivo será o tratamento. Por isso, o ideal é que, na presença de dor, procure-se um fisioterapeuta especializado na confecção de palmilhas.

Devemos ter em mente que há uma diferença entre palmilhas posturais prescritas por fisioterapeutas e palmilhas ortopédicas, são focos diferentes para diferentes tipos de necessidades, por isso é importante procurar a opinião dos dois profissionais – médico e fisioterapeuta – para que o tratamento seja o mais satisfatório possível. Estudos mostram que as palmilhas posturais apresentaram resultados satisfatórios na melhora do equilíbrio, da marcha, das dores em diversas articulações e na coluna, incluindo redução das dores nos pés e consequentemente melhor rendimento em treinos e ganho de funcionalidade global.

Esses resultados nos mostram cada vez mais claramente que o corpo é uma unidade complexa que não deve ser vista em seguimentos e sim como um todo onde um seguimento em disfunção é capaz de gerar uma longa cadeia lesional e, em muitas vezes, com sintomatologia distal a origem do problema. Essa é a nova face da saúde que ganha mais atenção tendo em vista sua complexidade e modifica os conceitos de tratamentos clássicos.

Este espaço tem como titular o Dr. Elexsandro Araújo. A página é compartilhada com os colegas que assim como ele, atuam na área da Saúde.

Dra. Danúbya Brito. Fisioterapeuta – CREFITO:246.207-F

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Dr. Elexsandro Araújo é Fisioterapeuta, Especialista em Saúde do Idoso, Diretor Clínico da EA Terapias Integradas HOME, Professor, Palestrante, Escritor, Colunista e Cantor.

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Instagram: @elexsandroaraujo