23/06/2020 às 09:21 – Por Cibele Juliani/Terapeuta Ocupacional

cibele-bSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) todo o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos é considerado idoso. No entanto, a palavra idoso busca significar de maneira carinhosa o impacto que os anos, o desgaste do organismo e a posição que este indivíduo passa a ocupar na sociedade em virtude das suas potencialidades e debilidades. Com o aumento da perspectiva de vida do brasileiro, patologias que podem trazer algumas restrições e incapacidades passaram a ser cada vez mais comuns.

Visando atender a estas demandas, as instituições de longa permanência têm sido uma opção para as famílias de idosos que necessitam de assistência continuada. Nesse contexto, o Estado e a sociedade precisam responder às necessidades ora surgidas, referentes aos cuidados dos longevos que perdem sua autonomia para o desempenho de atividades de vida diárias (AVD’s), sob a pena de que essa questão transforme-se em um risco social para aqueles que já contribuíram com seu trabalho para o desenvolvimento de seu país e, que agora necessitam ser amparados.

Uma maneira encontrada em praticamente todos os países, de assegurar aos idosos, principalmente aos fragilizados, semi ou totalmente dependentes, foi a criação dos lares geriátricos, que modernamente são denominados Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), que se apresentam com  alternativas ao acolhimento desse segmento populacional que, por vezes não conta com suporte financeiro ou familiar para viver, de forma digna seu envelhecimento.

Os terapeutas ocupacionais que trabalham com idosos conhecem as peculiaridades do corpo, da mente e até das questões sociais dessa geração. Eles identificam as defasagens do desempenho ocupacional nesta fase da vida. A prática do terapeuta ocupacional em Gerontologia começa desde a prevenção de condições que interfiram na qualidade de vida dos idosos, como a capacidade de orientar sobre: planejamento/adaptação do ambiente asilar (quedas), de trabalho (adapta equipamentos) ou lazer (planejando atividades de acordo com as capacidades).

“A palavra idoso busca significar de maneira carinhosa o impacto que os anos, o desgaste do organismo e a posição que este indivíduo passa a ocupar na sociedade em virtude das suas potencialidades e debilidades”

Esse profissional tem como diretriz melhorar a eficiência e a eficácia na realização de atividades de vida diária (ensina calçar o sapato, adapta roupas, voltar a comer sozinho, banhos orientados) e até da rotina. Neste contexto a terapia ocupacional se insere se utilizando cientificamente da atividade humana para proporcionar ao idoso melhor qualidade de vida. Elas serão beneficiadas mais tarde pela estimulação cognitiva no leito.

Podemos identificar o comprometimento cognitivo das idosas residentes e verificar se com a institucionalização ocorreu perda cognitiva que afetaram o autocuidado e se aumentou a capacidade de memória das idosas residentes, por meio das atividades significativas da terapia ocupacional.

Este trabalho diz respeito os primeiros resultados do projeto de pesquisa intitulado abordagens digitais no envelhecimento: programa de estimulação da memória de trabalho em idosas residentes, cuja etapa é a criação de programa de treinamento de memória de trabalho e capacitar as cuidadoras para poderem melhorar a qualidade de vida das idosas assistidas por elas. Estão sendo desenvolvidas alguns tipos de oficinas, uma Lúdica que envolvem o brincar e a descontração, promovendo a sociabilização e envolvendo as funções psíquicas como: atenção, concentração, memória, pensamento lógico dente outras, onde são exploradas a musicalidade, os ditados populares e  a nomeação de animais e cores por jogos de letras, pois o brincar remete a idosa à infância proporcionando estado de relaxamento e prazer.

E a Cognitiva por meio de estimulo as atividades da vida diária por meio de associação, o armazenamento e a evocação de informações rotineiras vividas no decorrer de sua vida como vestir e alimentação. Essas indagações oriundas das idosas demonstram que os estímulos realizados pela Terapia Ocupacional estão proporcionando o aumento da memória de trabalho e consequentemente melhoria de seu bem estar na instituição de longa permanência para idoso.

Este espaço tem como titular o Dr. Elexsandro Araújo. A página é compartilhada com os colegas que assim como ele, atuam na área da Saúde.

Dra. Cibele Juliani/Terapeuta Ocupacional
CREFITO 15111/@nuciacibele

epnova
Dr. Elexsandro Araújo é Fisioterapeuta, Gerontólogo, Mestrando em Gerontologia, Diretor da Terapias Integradas Home, Professor, Palestrante, Escritor e Colunista.

Contato: elexsandroaraujo@outlook.com
Instagram: @elexsandroaraujo