Músico falou com a coluna e deixou sua visão a respeito da arte frente a quarentena. “Há um volume significativo de Lives, isso é sinal de que o público vê, ouve, de formas variadas a expressão artística”

19/04/2020 às 13:19 – Por Elexsandro Araújo / Colunista Blog do Andros

images (2)
Silvério Pessoa/Divulgação

Nascido em Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco, a 47 km do Recife… Silvério Pessoa, conta em seu texto de apresentação, disponível em seu site (www.silveriopessoa.com.br), que Dona Ivete, sua mãe, era professora de acordeon – daí por que dizem ter sido acolhido uterinamente pela musicalidade! Cantos e melodias estão na sua genética. As sensações que traziam o forró e o maracatu rural despertaram um tantinho mais a sua vocação. Antes, porém, seguiu o ofício de educador. Pedagogo, psicopedago, mestre e doutor em ciências da religião, sedimentariam a sua trajetória. Na metade dos anos 90, deixou de uma vez por todas, a música protagonizar os capítulos seguintes da sua história. De 1994 a 2000, um mergulho profundo no movimento Manguebeat, em seu auge. “Com a banda Cascabulho, gravei o CD Fome dá dor de Cabeça, revisitando a obra do paraibano Jackson do Pandeiro”, relembra.

Nascido e criado no meio do povo, fez dos seus trabalhos uma referência à linguagem, aos modos e costumes da gente pernambucana, seja da Mata Norte, Agreste ou Sertão. Mas é a alma nordestina quem o norteia. E inspirações não faltam nunca para misturar ciranda com baião, forró com maracatu, com referências e reverências a grandes artistas, como o alagoano Jacinto Silva e o seu coco de roda.

Sobre sua visão a respeito da arte frente a quarentena… Pessoa fala que a arte nunca foi tão solicitada e necessária. “Há um volume significativo de Lives, isso é sinal de que o público vê, ouve, de formas variadas a expressão artística de compositores iniciantes, de novas e antigas gerações. Isso é muito positivo! Muitas editoras colocando E-books a disposição gratuitamente, muitos livros sendo colocados para a leitura, atores criando canais no Youtube pra expressar sua dramaturgia, muitos perfis no Instagram enfatizando um histórico da arte, com filmes, com pinturas, com links pra museus. É impressionante! A arte nunca foi tão solicitada e necessária, ao mesmo tempo corroborando seu espaço na vida. O espaço ocupado pelo ser e para o ser humano. Então fico muito feliz nesse momento tão contraditório, de clausura, de isolamento, de quarentena, tanta gente se expressando, se descobrindo… É a arte viva”, disse o músico.

A Silvério agradeço por nos enriquecer com a sua trajetória e sensibilidade artística!

epnova
Dr. Elexsandro Araújo é Fisioterapeuta, Gerontólogo, Mestrando em Gerontologia, Diretor da Terapias Integradas Home, Professor, Palestrante, Escritor e Colunista.

Contato: elexsandroaraujo@outlook.com
Instagram: @elexsandroaraujo