03/04/2020 às 22:58 – Da assessoria para o Blog do Andros

Procon
Foto: Matheus Britto/PJG

O Procon do Jaboatão dos Guararapes iniciou uma série de fiscalizações em supermercados do município que estariam comercializando produtos alimentícios com preços abusivos durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o órgão, nos últimos dias foram registradas diversas denúncias alertando para a prática do aumento de valores. Durante as ações, foram verificados preços de itens como açúcar, ovos, farinha de mandioca, papel higiênico, óleo, feijão, água sanitária, entre outros.

No primeiro dia de vistorias, as redes atacadistas Assaí e Atacadão foram alvo de fiscalização. No entanto, o Assaí foi autuado e notificado por não apresentar a documentação exigida pelos fiscais do órgão público. Já na última quinta-feira (2), foram visitados mais nove estabelecimentos, entre eles, o supermercado Pão de Açúcar, de Piedade, autuado por descumprimento de oferta; o VerdFrut, de Candeias, autuado por elevação de preços do álcool em gel e ovos; o Hortifruti da Terra, em Piedade, também autuado por elevação de preços de álcool em gel e máscaras; e uma unidade da Farmácia do Trabalhador, em Prazeres, autuada por vender álcool sem procedência.

Superintendente do Procon do Jaboatão dos Guararapes, José Rangel informou que a meta é fiscalizar todos os estabelecimentos do município que forem alvo de denúncias. “Estamos em meio a uma pandemia que está afetando não só a saúde física e emocional das pessoas, mas também trazendo incertezas e inseguranças financeiras. A elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa, sobretudo em um momento como esse, é considerada como prática abusiva. Para garantir que o consumidor não seja lesado, nossas equipes estão solicitando, entre outros documentos, as quatro últimas notas fiscais de cada item da cesta básica”, explicou Rangel.

O consumidor que quiser realizar uma denúncia, deve entrar em contato com o Procon do Jaboatão pelo número (81) 97323-7953 ou pelo WhatsApp do Conecta Jaboatão: (81) 99106-3730. A multa para os estabelecimentos que violarem o Código de Defesa do Consumidor pode chegar a R$ 9 milhões.