Mesmo com recomendação de isolamento social como prevenção, lotéricas e bancos tinham filas. Ambulantes atuavam em Prazeres vendendo até mesmo óculos escuros

25/03/2020 às 15:05 – Do G1PE

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Pessoas forma fila em frente a agência da caixa, na avenida Bernardo Vieira de Melo, Jaboatão dos Guararapes — Foto: Léo Cruz/TV Globo

Ambulantes, inúmeras pessoas caminhando, filas em bancos e em lotéricas eram facilmente vistos nas ruas do bairro de Prazeres e na Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, nesta quinta-feira (25). Em alguns locais, havia aglomerações, contrariando as determinações do governo do estado que visam evitar a proliferação do novo coronavírus.

No decreto da segunda-feira (23), foram proibidos reuniões com mais de 10 pessoas e o transporte por mototáxi. Desde o domingo (22), o comércio formal foi fechado, seguindo outra determinação. Mesmo com as lojas fechadas, era possível ver nas imagens feitas pela TV Globo grupos de pessoas próximas no bairro de Prazeres.

Em uma lotérica, que tem autorização para abrir, foi possível ver que a distância mínimo de um metro entre cada um não era respeitado na fila. O comércio informal do bairro também continuava em funcionamento, com vendedores ambulantes nas ruas e calçadas e pontos de aglomeração. Outro ponto de concentração de pessoas estava na Avenida Bernardo Vieira de Melo, no bairro de Piedade. Em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal, foi flagrada uma longa fila, com pessoas próximas umas às outras.

Por telefone, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que tem tomado medidas para evitar aglomerações, como um carro de som que percorre as ruas da cidade solicitando que as pessoas não saiam de casa, mas que não tem poder de polícia para dispersar as aglomerações. “A gente faz um apelo à população de Jaboatão que permaneça em casa. Quanto mais gente na rua, maior circulação do vírus. Vamos nos proteger dessa pandemia, ter responsabilidade sanitária e consciência cidadã”, disse a secretária de Saúde do município, Zelma Pessoa.

A Polícia Militar de Pernambuco afirmou, por meio de nota, que tem atuado em conjunto com as guardas municipais e diretorias de controle urbano das prefeituras de todo o estado para evitar esse tipo de reunião de pessoas e assegurar o cumprimento das determinações das autoridades sanitárias. “O artigo 268 do Código Penal frisa que ‘infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa’ pode render detenção de um mês a um ano”, lembrou a PM, reforçando que, se necessário, “irá cumprir a determinação legal de garantir o bem estar da população”.