03/02/2020 às 11:15 –  Por Sidha Moitinho / Colunista Blog do Andros

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Foto: Reprodução do site Cananet

Purpurinas, brilho e muita cor. Batuque, fervilha e os gritos de alegria vagueiam pelo espaço… Corpos suados rebolaram e pularam empolgadamente como se não houvesse um amanhã pra depois. Nas ladeiras e morros, nos becos e nas vielas, nas ruas e nas avenidas, quanta gente animada que se solta na fantasia desses tempos de carnaval… De longe admiro tanta energia voltada para os momentos que se somam a outros carnavais. Momentos ritmados pelas melodias das canções que nem sempre vale a pena cantar, com elas lá vão os momentos passando, correndo ligeiro, sem olhar pra trás… levando com o vento a alegria fantasiada, caras e as máscaras, e quem e á quem? Ninguém sabe, ninguém viu.

Com a bebedeira gente escondeu, trato feito com o descompromisso quem não se descomprometeu? E na ausência do pudor muitas vidas se perderam, e as lágrimas roubaram muitos risos. Não estou aqui para condenar quem gosta de brincar no carnaval, de dar as mãos para foliar, desfilando seus risos, seus gritos, seu suspirar… Apenas pensando nas coisas loucas que acontecem nestes brilho das purpurinas do carnaval. Somos todos livres para escolher… O poder de escolher nos dá liberdade para fazermos o que quisermos.

Tamanha é a beleza do Criador, que nos fez autônomos com a capacidade de dizer sim e de dizer não, a isso chamamos poder de decisão, liberdade… Em nossa testa está selado: LIVRE ARBÍTRIO.

Nestes tempos de carnaval, ninguém se atreve a pensar – “Que bom seria, todos aqui pulando de alegria, agradecendo a Deus pela beleza da vida, pelo milagre do olhar, a graça do falar, o poder do pensar sem nada precisar dizer para o outro ouvir… Apenas nós com nossos segredos.” Em vez da festa da carne, porque não celebramos a festa da vida? Afinal está escrito que a carne e nem o sangue poderão entrar no céu, certamente suas obras não são aprovadas por aquele que o livre arbítrio nos deu. Mas posso dizer, sem medo, que existe sim beleza nas fantasias, no brilho da purpurina, na músicas do passado, nas danças quando não tem malícia, mas isso não significa que seja o belo que Deus deseja contemplar em nós…

Cá pra nós, sabemos, que muitos que festejam nestes tempos de carnaval, soltam seu animal interior para praticar coisas que não me atrevo a descrever. Sei também que muitos fazem sua festa de carnaval com inocência, apenas pelo prazer de brincar com a família e os amigos… Deus olha certamente para intenção do nosso coração. Um dia o som do carnaval vai expirar e a vida se aquietará. Apenas quero perguntar aos carnavalescos, com toda humildade, com muito respeito – Onde está seu coração no meio da multidão? E depois que folia passou a consciência está em paz diante da Luz que te sonda e te conhece mesmo antes de você nascer neste planeta? No meio da multidão desvairada, muitos colocam máscaras e outros tiram suas máscaras. Mas é sempre bom lembrar Jesus te ama e deseja fazer brilhar a sua alma. Pra isso? Tem que se render a ele. Beijos.

siSidha Moitinho é uma baiana que cresceu em Brasília, apaixonada por Pernambuco, mora em Jaboatão dos Guararapes há mais de 18 anos, cidade que ama e pela qual luta. É comunicadora social, bacharel em teologia, pastora, cineasta, coordenadora literária e escritora. Sidha ama escrever para crianças, atualmente vem promovendo seu conto infantil ‘Paulinho e o Vento’.

Contato: sidha.moitinho@gmail.com