Terrorismo: Confronto entre Irã e Estados Unidos

09/01/2020 às 12:15 – Por José de Siqueira / Colunista Blog do Andros

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Donald Trump. Foto: Evan Vucci-AP file / Qassem Soleimani. Foto: Foto: Office of the Iranian Supreme Leader via AP, Arquivo

Se partirmos da premissa de que fomos feitos à imagem e semelhança do Criador, somos todos irmãos e as guerras constituem fratricídio. A guerra já fez a fortuna, a grandeza, a força de muitos impérios, que com ela dilataram as fronteiras do seu prestígio, o âmbito de incidência do seu poder, o espaço sobre o qual tributavam e impunham seu mando.

Hoje, como observa YUVAL Moah Harari, historiador, filósofo e futurologista, em sua obra Sapiens, guerra não dá mais lucro, só prejuízo para perdedor e ganhador.

A paz é um bem necessário, mas para conservá-la é preciso preparar-se para guerrear e esse preparo só não basta para evitá-la. Os Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, tiveram seu território invadido e mortos mais de 3.000 mil civis e militares, nos atentados ao Pentágono, centro de estudos e decisões militares, e ás torres gêmeas, símbolo do poder econômico da nação. O poderio bélico, a sensação de segurança inexpugnável, a proteção dos escudos antimísseis, não bastaram para impedir o ataque terrorista, ato de guerra sem declaração prévia. Faltou aos Estados Unidos antecipar-se à agressão, atacando o inimigo em legitima defesa preventiva.

Em 2003, o Iraque foi atacado e o ditador Saddam Hussein deposto por uma coalizão entre americanos e iraquianos. Saddam foi julgado pelos seus crimes e condenado à morte pelos concidadãos. Seu enforcamento quebrou um elo na cadeia do terrorismo internacional.

Em 2011, Barack Obama ordenou a operação Lança de Netuno, realizada em 1º de maio, expedição punitiva e preventiva contra a Al-Qaeda, invadindo o Paquistão. 24 militares do SEAL, da marinha norte americana, em dois helicópteros, noite escura, voando baixo, abordaram a fortaleza onde refugiava-se Bin Laden, vizinha a quartel do exército paquistanês. Era imprescindível surpresa, precisão e rapidez para vencer a resistência do alvo e escapar à reação das forças armadas do Paquistão, cujos radares e potencial de fogo foram driblados.

“O poderio bélico, a sensação de segurança inexpugnável, a proteção dos escudos antimísseis, não bastaram para impedir o ataque terrorista, ato de guerra sem declaração prévia”

A missão foi cumprida com a morte de Bin Laden e o retorno dos invasores sem baixa ou ferimentos, apesar do acidente de um dos helicópteros que foi explodido e deixado no local – obra Não há dia fácil, de Mark Owel, pseudônimo do líder da operação. Bin Laden foi punido, mas as vítimas inocentes dos seus atentados não foram ressuscitadas.

Continuando o combate ao terrorismo, em 2019 os americanos eliminaram Abu Bakr Al- Baghdadi, líder do Estado Islâmico, organização terrível pelo radicalismo e a crueldade contra suas vítimas, em regra inocentes.

Em 03 de janeiro deste ano, foi morto em Bagdá, por mísseis americanos, o General Qasem Soleimani, comandante da guarda revolucionária responsável pelas operações da República Islâmica no exterior.

Segundo Trump “Soleimani estava tramando ataques sinistros contra diplomatas e pessoal militar americanos”. Ao ordenar o ataque ao general Soleimani, ciente do prestígio e da força política dele, o presidente americano deveria estar informado da necessidade dessa decisão e de suas consequências. O general não era inocente, era um combatente.

Para enfrentar o terrorismo internacional é preciso coragem, audácia e antecipação. Se Bin Laden e sua organização terrorista fossem neutralizados antes do 11 de setembro, a qualquer preço, os irresponsáveis atentados ao pentágono e às torres gêmeas não teriam ocorridos.

A guerra sempre foi e será uma insensatez, mas é preciso admitir que por vezes é necessária.

josepJosé de Siqueira Silva é Cel da PMPE,
mestre em Direito pela UFPE e
professor de Direito nas faculdades
IPESU e FOCCA

Contato: jsiqueirajr@yahoo.com.br

De acordo com o Airbnb, Jaboatão aparece como segunda, entre as cinco cidades mais procuradas de Pernambuco

09/01/2020 às 12:05 – Por Andros Silva 

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Praia de Candeias em Jaboatão dos Guararapes. Foto reprodução do site melhorespontosturisticos.com.br

Uma pesquisa divulgada pelo site Airbnb, uma das maiores plataformas do mundo para estadias e atividades, oferecendo mais de 7 milhões de anúncios de acomodações, apontou Jaboatão dos Guararapes como o segundo destino com maior número de chegada de hóspedes. O levantamento, se baseou nas reservas feitas em setembro de 2018 a agosto de 2019. Nosso município ficou a frente de cidades como Gravatá, Ipojuca e Tamandaré, perdendo apenas para a capital pernambucana, Recife. Um salve a minha cidade por essa conquista.

Veja o ranking

1. Recife

2. Jaboatão

3. Ipojuca

4. Tamandaré

5. Gravatá

Projeto apoiado pelo Instituto MRV busca aumentar retenção de alunos em Escolas de Referência de Pernambuco

Três EREM do Grande Recife estão sendo contempladas pelo “Alavanca na Escola”, que vai mapear e propor soluções para melhorar o aprendizado de jovens

09/01/2020 às 11:11 – Por Tacyana Viard para o Blog do Andros 

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Caravana da Educação em Paulista. Foto: Pedro Menezes

Aumentar a retenção de alunos em três escolas de referência de Pernambuco, esse é o objetivo do projeto “Alavanca na Escola”, vencedor do Educar para Transformar, 7ª Chamada Pública de Projetos do Instituto MRV. Desenvolvido pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Somo Professores, a iniciativa irá acontecer em três municípios da Região Metropolitana do Recife – Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Recife -, contemplando mais de dois mil estudantes da rede pública com idade média de 16 anos.

A proposta do projeto é identificar dificuldades e encontrar ferramentas e soluções para aprimorar o aprendizado dos estudantes nas Escolas de Referência do Ensino Médio: Professor Trajano de Mendonça, em Jardim São Paulo, no Recife, na Adelaide Pessoa Câmara, em Marcos Freire, em Jaboatão dos Guararapes, e de Paulista, no município mesmo nome. “Percebemos que, após cursar o primeiro ano do Ensino Médio, eles acabam optando por outra escola, até com qualidade inferior, por não conseguirem lidar com as diferenças de aprendizagem e realidades”, analisa Fernando Neves, coordenador do Alavanca na Escola.

A aproximação com os jovens já começou no ano passado, quando a ONG conversou com eles para ouvir os problemas enfrentados durante o processo de aprendizagem e, durante dois anos de execução do projeto, uma equipe multidisciplinar vai atuar em cada instituição. Ela será formada, a partir de janeiro, pelo consultor do projeto e a gestão da escola, com a presença de professores, diretoria e demais agentes interessados em contribuir para o ensino.

Após essa primeira etapa, o cronograma vai considerar outras, como a listagem dos problemas que interferem no aprendizado, coleta de dados que comprovem a interferência e encontrar as causas. “É um processo complexo e aprofundado porque todas as fases envolvem estudos, embasamentos teóricos e mensuração. Tudo articulado e desenvolvido pela equipe junto aos estudantes, que são o nosso foco”, afirma Fernando.

Após a definição do principal problema a ser resolvido, com investigação das possíveis causas, eles vão validar a hipótese com o uso de dados e desenvolver um projeto de melhoria em cada escola. “Além de resolver algo que esteja impedindo a permanência dos estudantes, temos a intenção de deixar como legado o entendimento de que cada instituição pode dar continuidade ao projeto de forma independente”, finaliza.

Educar para Transformar – Além do Alavanca, na 7ª edição do Educar para Transformar foram selecionados, por votação popular, outros nove projetos espalhados pelo Brasil para receber o apoio do Instituto MRV. Esse é o segundo projeto desenvolvido pela Somos Professores. Na edição anterior, a organização desenvolveu o “Programa Alavanca”, com o apoio de projetos de 15 professores de escolas municipais de Jaboatão dos Guararapes. Neste biênio 20/21, a ONG vai realizar pela primeira vez o “Alavanca na Escola” tendo como público-alvo o desenvolvimento dos alunos. O projeto irá receber capacitações em gestão, acompanhamento de sua evolução e um aporte financeiro de R$160 mil para o desenvolvimento das atividades durante dois anos. “Em um país com grande desigualdade social é gratificante ver o interesse das OSC’s e das escolas em fazer a diferença, em proporcionar inclusão e melhorar as condições de acesso à educação de crianças e adolescentes. Estamos felizes com o resultado e temos a certeza de que estarmos no caminho certo para o desenvolvimento de um Brasil com mais oportunidades”, afirma Eduardo Fischer, presidente do Instituto MRV.