Na terça e na quarta-feira (11), socioeducandos fizeram quatro provas e desenvolveram uma redação com o tema “Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças”

12/12/19 às 12:47 – Da assessoria para o Blog do Andros 

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Em todo o Brasil, 46 mil pessoas – entre detentos do sistema prisional e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas – participaram do Enem PPL. Foto: Divulgação

Os dois dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) transcorreram com tranquilidade na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Na quarta (11), os alunos responderam 90 questões de Matemática e Ciências da Natureza. Já na terça (10), eles haviam feito as provas de Linguagens e de Ciências Humanas, com outros 90 quesitos, além de uma redação com o tema “Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças”, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em todo o Brasil, 46 mil pessoas – entre detentos do sistema prisional e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas – participaram do Enem PPL. Em Pernambuco, 130 adolescentes atendidos pela Funase foram inscritos no exame. A prova ocorreu em nove das 11 unidades de internação e em sete das oito Casas de Semiliberdade (Casem) administradas pela instituição em todo o Estado, totalizando 16 unidades socioeducativas com aplicação do Enem. O Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, teve o maior número de participantes: 18 socioeducandos.

O jovem R.B.S., de 20 anos, pretende usar a nota que obtiver no Enem PPL para tentar o ingresso no curso de Engenharia Mecânica. Depois de usar quase todo o tempo disponibilizado para fazer as provas do primeiro dia – cinco horas e meia –, ele disse estar confiante no resultado, embora tenha expectativa de se dar melhor nos conteúdos de Matemática e de História, seus preferidos. “As provas foram um pouco cansativas, mas consegui me concentrar e fazer. Achei bom o tema da redação, falando de tecnologia, e acredito que consegui desenvolver o texto. Agora é esperar”, afirmou o socioeducando, que fez a prova no Case Cabo.

Segundo a coordenadora do Eixo Educação da Funase, Sônia Melo, a realização do Enem fecha o ciclo de um ano letivo em que já tinham sido realizadas outras avaliações importantes, como o Supletivo e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL). “Ao longo desses dois dias, passamos por várias unidades da Funase e vimos o Enem acontecendo com muita tranquilidade. Temos boas expectativas em relação aos resultados”, avalia.