O ator Walmir Chagas é ícone pernambucano e patrimônio artístico do Brasil

18/10/19 às 17:17 – Por Sidha Moitinho / Colunista Blog do Andros

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Walmir Chagas e Sidha Moitinho. Foto: Andros Silva

Quando um artista nasce estrelinhas pontilham lindos sorrisos no céu, aplaudindo a Deus o verdadeiro poder criativo da vida. Ele nos entrega como um presente especial esses “super humanos que tem a missão de usar a arte para alegrar e enfeitar a vida com outras cores cintilantes que só eles sabem como misturar. A arte vem de Deus e o mundo precisa compreender: “comamos ou bebamos, devemos fazer tudo para glória de Deus”  (Apóstolo Paulo). Conversando com Walmir Chagas, multiartista admirável, ficou claro, que ele tem muito amor pra dar e muita arte para ainda inventar.

Contemplei no brilho do seu olhar o imenso contentamento por ter nascido para tocar as pessoas com suas rimas, fazê-las gargalhar com suas doces palhaçadas, emocioná-las com suas histórias, dançando com elas na melodia das suas canções… Tão simples assim! Tão grandioso assim! Assim ele é… Senti emanar do seu coração porções generosas de gratidão, candura, solidariedade e, ainda outros princípios e valores que só realçam seu talento, e o tornam uma personalidade especial, carismática, um ser humano lindo!

A vida pra ele é uma via de mão dupla, por isso não guarda rancor por quem de algum modo lhe decepcionou… Estendendo-nos os braços e nos tocando todo tempo com sorrisos largos. Sua energia é vibrante quando fala da sua família e de alguns recortes das lembranças da sua infância e adolescência… Ele voa suave embalado no amor aos quatro filhos, a mais velha, Maíra, é veterinária e se saiu ao pai. É cantora e mãe do seu neto Miguel, Tainá mora em Goiânia-GO, Tendi, o filho rapaz aniversaria agora em outubro, e o caçula Francisco veio dar sentido intenso a sua vida, que sob o manto da paternidade escolhida, seu coração abraçou.

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Walmir Chagas e Francisco. Foto: Andros Silva

Os pais de Walmir Chagas partiram muito cedo, mas ainda deu tempo vê-lo iniciando na sua caminhada na direção dos holofotes do palco. Chagas é um artista que naturalmente  agiganta sua intelectualidade dissertando sobre a arte e a cultura nordestina entre outros temas como a política… Estar com o artista, com a pessoa do Walmir foi como degustar favos de mel sob a luz da manhã, pois ele é, um exemplo contagiante de como deve ser o verdadeiro artista: humano, gentil, talentosíssimo, ricamente ousado em tudo que faz. Walmir Chagas o ator, o palhaço, o desenhista que já foi professor de artes, o músico, o compositor, o diretor, aquele faz televisão, o roteirista, o bailarino e tudo mais que a arte lhe convidar para arquitetar… Tudo o que ele realizar será grande, completo… Se rendendo, se entregando… Se banhando no rio fluente que corre nas suas veias, que é a arte de artista ser… Sua história tem vida pulsante, coisas de rir e, outras nem tanto…   Walmir Chagas teve como mentor o grande Ariano Suassuna.

Chagas continua parte integrante e atuante do movimento Armorial que teve no grande Ariano um dos líderes principais deste movimento cultural e artístico, cuja visão desde o princípio foi de criar uma arte erudita com os elementos da arte popular nordestina, evidenciando a cultura e arte sertaneja. Walmir diz com convicção que o artista que busca no lugar do erudito, a elitização da cultura popular, comete um erro absurdo e imperdoável. Entre tantas realizações ele participou do clip da música “A cidade”  do inesquecível Chico Science o principal colaborador do movimento Manguebeat nos meados do anos 90.

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Walmir Chagas/Véio Mangaba. Foto: Apacepe

Em sua carreira vitoriosa, o artista também desfrutou da parceria e do apoio de Gilberto Gil, fazendo várias aberturas nos shows do cantor. Foi amigo de Reginaldo Rossi de quem regravou a música “Ai amor” com seu personagem extraordinário o Véio Mangaba, um tributo ao saudoso cantor, mas antes disso gravou outras músicas e, no Youtube a gente encontra o vídeo de um disco intitulado  “20 Super Sucessos.”  O povo pernambucano tem a alegria e o privilégio de ter em seu seio um artista da magnitude de Walmir Chagas que deu vida a um dos personagens mais ricos da sua carreira e da cultura do Estado, acima mencionado – Véio Mangaba.

Ele trás a marca além do humor inteligente, crítico-reflexivo as características da arte popular do pastoril, cuja a influência nasce do pastoril de Portugal que busca lembrar o nascimento de Jesus, porém, com o Véio Mangaba, o pastoril ganhou outro contexto, o profano, que é um tipo de folclore nordestino, especialmente pernambucano. O personagem do Véio Mangaba é acompanhado de suas pastoras nada boazinhas. Vamos dar uma apimentada na nossa conversinha de “pé de oreia,” trazendo Walmir Chagas e o Véio Mangaba para o nosso Bate Bola.

Sidha Moitinho:  Me apaixonei pela pessoa maravilhosa que és, pelo artista plural que define suas várias faces artísticas. Como foi que o Véio Mangaba nasceu, e se tornou seu personagem mais querido e o principal?

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Eu tenho o Véio Mangaba como o meu Carlitos”. Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem

Walmir Chagas: Bem… (Risos). O Véio Mangaba tem várias definições por ser um personagem principal… Eu o considero como um super personagem porque naturalmente os palhaços tem aquela história… Você não sabe o nome do artista que faz o palhaço, uma prova disso é o palhaço Carequinha… Qual é o nome dele? Pouca gente sabe, e assim são com outros e outros… O Charlie Chaplin tem o vagabundo Carlitos como seu principal personagem, mas ele conseguiu dividir isso, Charlie Chaplin é o que faz o Carlitos, né! Então eu… Sem querer me comparar ao grande mestre Chaplin…  Só pra gente entender… Eu tenho o Véio Mangaba como o meu Carlitos, vamos dizer assim. O Véio Mangaba tem uma importância muito grande… Tem outros personagens que eu já fiz no teatro, no cinema, em comercial de televisão, mas esse! Se eu não tiver cuidado, passa por cima de mim… Ele é um misto de muita coisa: o velho de pastoril, o camelô de rua, o palhaço de circo, o palhaço de aniversário, e por ai vai… Malandro… Ele é engraçado e também romântico… É muito amoroso, igual ao ator que encarna ele, né! O Véio Mangaba é um personagem muito completo, muito complexo na minha vida. Ele surgiu pela necessidade de eu ter um personagem amplo, como eu… Sempre fui um artista que gostei de cantar, dançar, representar, fazer um pouquinho de cada coisa… E o Véio Mangaba em si, é múltiplo, tanto aparece no pastoril que é o lugar primeiro dele, como cantando música clássica, aparece no filme, também aparece sozinho… Aparece no circo, na rua… Eu quis dá a ele essa amplitude e força. O Véio Mangaba… Como dizia o professor Ariano Suassuna: “Walmir, tenha cuidado porque senão, esse personagem pega você, te encosta no canto, toma o teu lugar e seu corpo”… (Risos) É isso aí!

SM: Você vai fazer 60 anos de vida, com uma pele de 30, o que deixa muita gente com inveja (risos). Conta os segredos da sua vitalidade, da sua inteligência aguçada, do seu humor rápido, crítico e criativo?

WC: Essa questão da vitalidade é do meu organismo mesmo! Eu já fui muito cuidadoso no sentido de ser bailarino, eu era magrinho, depois engordei, perdi um pouquinho de massa muscular, fiquei meio gordinho mesmo… Não tenho essa resistência toda, joguei futebol… Vou fazer 60 anos de idade, mas eu me sinto muito bem! Nunca exagerei em nada. Não vivo num regime total, sou normal. Agora que vou fazer 60 anos estou com um pouquinho de mais cuidado na alimentação… Já fiz mais farras quando era jovem, e de uns tantos anos para cá já venho me cuidando mais, dormindo muito, tomando muita água, e o principal é, pensar positivamente, pensar no amor, nas coisas boas, e nos bons fluídos.

“Como dizia o professor Ariano Suassuna: “Walmir, tenha cuidado porque senão, esse personagem pega você, te encosta no canto, toma o teu lugar e seu corpo” 

SM: Você fala muito no amor e a gente sente que você é uma pessoa amorosa, nos diga qual é sentido do amor para você?

WC: Sim, eu falo muito no amor. Eu deixei um amigo que é ateu, de calça curta perguntando para ele: Você acredita no amor? Ele respondeu: “Ah! No amor eu acredito!” Então eu disse: Ah! É… Então, você acredita em Deus… Porque Deus é amor e o amor é Deus. O que você não aceita é a palavra Deus. Dependendo da cabeça religiosa de cada um, de como a pessoa pensa, ela pode imaginar que Deus é um homem barbudão. Que está lá em cima… Vendo Deus como uma figura antropomórfica, tipo um homem grande. Eu acredito que Deus é o próprio amor, e o amor é energia. Quem acredita no amor, acredita em Deus e, eu provo isso por A+B: O amor é uma coisa muito maior do que o sexo. O amor também é o carinho, a afeição, o cuidado… As pessoas tem todo direito de ser quem quiserem ser, tem gente assexuada, que não gosta de sexo. O importante na vida é você ter amor. Procurar ser amoroso, e mais ainda, ter caráter! Quem tem caráter tem amor, uma coisa puxa a outra.

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Foto: Andros Silva

SM: O que diz sobre a questão das mulheres serem desvalorizadas, machucadas e mortas?

WC: Eu sou muito cuidadoso, sou muito amoroso e, não só é com as mulheres. Tenho muito cuidado com as pessoas, com os seres humanos, respeito os homens. Muitas mulheres não gostam desse cuidado, ficam pensando que a gente quer ser machão pensando nelas como sexo frágil… Não acho nada disso! Eu gosto de tratar a mulher como uma flor mesmo! E toda mulher gosta de ser tratada com carinho, com cuidado, né! Também trato os homens com cuidado;  quero ser tratado também assim. Com a mulher a gente tem um cuidado especial e com a criança, também. A criança realmente é frágil. A mulher não é frágil no sentido de ser fraca. Existe diferença entre o frágil e o fraco. Pela fragilidade dentro de mim, gosto de ser cuidado para não ser arranhado, quebrado. Trato bem a todos e, principalmente as mulheres. Abaixo a morte! A gente tem que pensar no amor…  Essa questão de matar mulher, eu nem gosto de falar nesse tema. É uma coisa tão ignorante! Matar em si já é uma coisa horrível! Quanto mais matar uma mulher! Se eu puder mesmo pequenininho, sem músculos, fraco, defendo qualquer mulher em qualquer momento… Na rua… Existem mulheres também más com mau caráter que se aproveita de alguns homens, e até os maltrata, mas isso não justifica a violência contra a mulher. Eu sou um defensor das mulheres, mesmo que algumas pensem que não precisa que o homem as defenda. Mas eu defendo! Eu dou flores para as mulheres, eu sou muito carinhoso com elas. Dou vida para as mulheres, eu quero dar prazer pra elas e, não sofrimento e morte.

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“A criança realmente é frágil. A mulher não é frágil no sentido de ser fraca. Existe diferença entre o frágil e o fraco”. Foto: Andros Silva

SM: Ser artista no Brasil não é fácil, aqui no Estado nem se fala. Todos os artistas que já entrevistei queixam da falta de valorização da cultura e da arte, da falta de espaço… Qual sua visão quanto a esta realidade?

WC: Ser artista no Brasil não é fácil, aliás, ser artista em qualquer parte do mundo não é fácil. Aqui no Brasil é pior ainda. A arte é relegada a último plano, falta verbas… A arte deveria ser encarada como facilitador da vida. A arte não existe só para entretenimento, pra ri por falta do que fazer, só lazer não! A arte é fazedora de caráteres, de um homem melhor, de um ser humano melhor… A arte deveria ser mais valorizada nesse sentido. A  boa música, a música progressista, a música espiritualista… As pessoas deveriam se dedicar mais as artes. A arte política que chama você para pensar, refletir. É importante  ir atrás dos seus direitos, com paz, com força! Como disseram alguns: “Ser forte, mas sem perder a ternura.” Isso é muito bonito! Aqui no nordeste…  Aqui em Pernambuco, a falta de valorização da cultura é mais autêntica, é gritante! A gente luta muito. Criamos agora um grupo de velhos de pastoril de Pernambuco, que só existem 5, eu e mais quatros artistas. Se a gente não se juntar se acaba! Não tem apoio. A falta de valorização, ausência de espaço é gritante, mas a gente vai “catucando,” e vai tentando ver se a coisa melhora a cada dia através da nossa luta, mas tudo isso com amor, com cuidado. O amor sempre na frente, mas também com foco e com força.

SM: Você sempre participou da política emprestando seus personagens para campanha de alguns candidatos, teve um que fez um sucesso gigantesco, o Mané da China, que satirizava a realidade do eleitor após as eleições e a safadeza dos políticos depois de eleitos. A coisa continua a mesma. Mas como foram estas experiências?

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Walmir como o saudoso personagem Mané da China ao lado de Carlos Wilson. Foto clicada durante campanha à Prefeitura do Recife no ano 2000. Imagem/Site Legenda 25

WC: Tenho uma experiência muito grande com personagens nos guias eleitorais da televisão. A primeira vez foi na campanha de Jarbas Vasconcelos, e o Véio Mangaba estava começando. E depois na campanha de Carlos Wilson, onde atuei como o Mané da China, um personagem criado pelo publicitário José Nivaldo Júnior, que fez um sucesso estrondoso. Logo depois desse personagem, a lei mudou. Acabaram com o showmício. Eu sou a favor do fim do showmício porque só os que tinham muito dinheiro podiam fazer. Mas acabar com os personagens da televisão; ator não poder mais participar do guia eleitoral, eu acho muito ruim. O guia eleitoral é uma coisa tão chata, e essas novelinhas que trouxe esses personagens, animaram, as pessoas gostavam de assistir os guias eleitorais não por causa dos candidatos, mas por causa dos episódios. O Mané da China aparecia mais do que o político, quando eu saia com Carlos Wilson, ele tinha que ficar agarrado comigo (risos). Atuei para o PSOL, nas redes sociais, para a Prefeitura do Recife. Fiz em Caruaru, O Mané Lanca, não teve o sucesso do Mané da China, mas foi muito engraçado também.

“Aqui em Pernambuco, a falta de valorização da cultura é mais autêntica, é gritante! A gente luta muito”

SM: Hoje você está filiado ao PV (Partido Verde). Quais são suas pretensões nas eleições do ano que vem?

WC: Por enquanto não tenho pretensão de me candidatar a nada. Não posso dizer não beberei desta água, e nem dessa comida não comerei, somos seres políticos… Se por acaso eu sentir que as pessoas querem a minha participação, eu posso pensar em alguma coisa. Exatamente hoje, só desejo participar de projetos sérios, dentro dos programas do PV. Não só lançando a ideia do partido, mas apoiando figuras sérias filiadas, tanto do interior como daqui. Estou lançando a proposta programática do partido que é uma coisa humanista, sem essa coisa de esquerdismo ou direitismo, e sim pela condição de vida na terra. Como eu sempre digo: tanto a direita como a esquerda precisam de água limpa, do bom trânsito, de alimentos sem veneno, de desarmar-se, de vida. Briguinha de esquerda e direita, eu estou fora! Eu quero lutar pelo progresso do ser humano, por qualidade de vida. Estou em qualquer projeto de direita, de esquerda que traga comprometimento sério com a vida, com o progresso humanitário. Estou apoiando o programa de cabo a rabo do PV. Se o Partido Verde se tornar como um partido qualquer por aí, fazendo as besteiras que os outros fazem eu sou o primeiro a sair. Mas espero que ele não faça isso!

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“Briguinha de esquerda e direita, eu estou fora! Eu quero lutar pelo progresso do ser humano, por qualidade de vida”. Foto: Andros Silva

SM: Quais são os planos para a sua nova década? Deixe uma dica para aqueles que desejam ser artistas e não sabem por onde começar.

WC: Eu não tenho nada especial. Pretendo tentar viver melhor e trazer mais felicidades para as pessoas também. Faço parte de grupos humanitários. Gosto muito de levar a minha arte para alegrar as pessoas em hospitais, presídios. Pretendo sempre passar isso para os jovens. Estou numa fase de mais velho, de reflexão, dirigindo mais as coisas, em vez de atuar. A tendência agora é dirigir, formar novos quadros de atores, de personagens, de palhaços. Gosto muito de dar oficinas, palestras, de falar aos jovens que eles atrelem, a questão da arte a educação, que se eduquem, não precisa ser regime militar, mas não levar na canalhice que a sociedade está desembocando. Muitos jovens não respeitam os mais velhos, não querem saber de ordem. Umas músicas podres, umas histórias desregradas, que não leva a nada, falta de respeito com tudo e com todos. São músicas que desrespeitam as mulheres, louvando a violência, coisa de matar, dar e levar porrada. Música é pra você ouvir e ficar melhor e não pra levar o ódio. Confundem música com essas coisas… Chega a ser coisa diabólica…  Você escuta e se sente mal. Isso adoece!  O tipo de arte que sou comprometido é arte da saúde e não a arte da doença. Vou tentar fazer novos artistas com esse trabalho que eu tenho do resgate da cultura popular, tentar não deixar as poucas coisas que restam em termos de expressões populares se acabarem, como por exemplo: o pastoril, espero que não se acabe, vou tentar dentro das minhas forças.

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“Muitos jovens não respeitam os mais velhos, não querem saber de ordem. Umas músicas podres, umas histórias desregradas, que não leva a nada, falta de respeito com tudo e com todos”. Foto: Andros Silva

SM: Deixa uma fala especial para nossos leitores?

WC: Eu sou Walmir Chagas, muito conhecido como o Véio Mangaba que é um personagem central da minha vida, um velho do pastoril, engraçado, tirador de brincadeira, mas que respeita muito as coisas e as pessoas. Quero deixar meu abraço para os leitores e eleitores de Jaboatão e, do grande Recife, especialmente de Jaboatão e dizer que a gente tem que regar a democracia como se rega uma flor. A gente tem que ouvir as opiniões, e nem sempre serão parecidas ou iguais as nossas, e se a gente discordar, não podemos impor nossa opinião, nem usar a violência. Diga seu certo, dando uma solução, sendo exemplo. Sempre lembrando que o poder pertence ao povo. O povo pode escolher bons candidatos, tanto para vereadores como para prefeitos. Se escolhermos errado, a gente vai chorar depois. O ditador cai direto, mas através do voto o povo elege quem ele quer, e se não prestar a gente tira… vai tentando… Até acertar em um bom. Se você acha que não tem bom, e que o bom é você… Então se candidata. Na política também tem gente boa e séria. Se o candidato correto não for eleito, o aproveitador ocupará nosso espaço. Vocês de Jaboatão, tem uma cidade maravilhosa, muito grande, tem praia, a parte rural… Escolham candidatos sérios, comprometidos com a natureza,  com o meio ambiente. Conheçam o Partido Verde que não é verde só por causa da natureza… O Partido Verde é do viver bem, do sentir-se bem na sua cidade, do respeito às pessoas, a natureza e ao meio ambiente. Papai do céu proteja a todos! Beijo a todos! Felicidade, saúde e paz! E um beijo para minha amiga Sidha Moitinho. E me aguardem, o Véio Mangaba e o Verdinho que vem aí com gosto de gás na boca, botando pra moer, botando pra quebrar! Verde neles!

siSidha Moitinho é uma baiana que cresceu em Brasília, apaixonada por Pernambuco, mora em Jaboatão dos Guararapes há mais de 18 anos, cidade que ama e pela qual luta. É comunicadora social, bacharel em teologia, pastora, cineasta, coordenadora literária e escritora. Sidha ama escrever para crianças, atualmente vem promovendo seu conto infantil ‘Paulinho e o Vento’.

Contato: sidha.moitinho@gmail.com

Créditos

Texto e entrevista: Sidha Moitinho
Fotos e diagramação: Andros Silva
Revisão: Nizinha Lins

2 comentários em “O ator Walmir Chagas é ícone pernambucano e patrimônio artístico do Brasil

  1. Walmir Chagas disse:

    Adorei a entrevista!
    Meu grande abraço para Sidha Moitinho e Andros Silva! Beijos nos corações!!!

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  2. Sandra Helena Queiroz Da Silva disse:

    Um grande artista
    Parabéns!

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