Dia dos professores. Jesus, Mestre dos mestres

“Os professores de hoje imitam Jesus até nos poderes sobrenaturais. Embora não consigam caminhar sobre as águas, ressuscitar pessoas, curar cegos e aleijados”

15/10/19 às 10:14 – Por José de Siqueira / Colunista Blog do Andros

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“Suas parábolas educativas foram muitas, mas a memória e o entendimento dos ouvintes eram curtos, e eles prosseguem aprendendo até hoje”. Foto: Reprodução

No dia dos professores, não podemos esquecer o maior deles: Jesus, o filho de Deus feito homem, que habitou entre nós, cujos ensinamentos, mais de dois milênios depois, continuam atuais como se ministrados hoje.

Jesus ensinou pelas palavras, pelo exemplo, pelos milagres. Teorizou sobre valores fundamentais à coexistência pacífica e harmoniosa entre os homens, comportamentos plenificados de amor a Deus e ao próximo, de compreensão dos outros e de si mesmo.

Doutrinou sobre a solidariedade, o desprendimento dos bens materiais, a autodisciplina na fé, no respeito ao criador, aos pais, à ordem, às autoridades e, como a Santa Dulce dos Pobres, ele ensinou também a assistência aos fracos e necessitados.

Apregoou a fé e foi capaz de morrer por ela, chamando ao Pai para que lhe afastasse o cálice de amargura e sofrimento que lhe era imposto, mas reafirmando naquela hora difícil e martirizante, o seu amor e submissão ao Eterno. Se era o destino que lhe fora traçado, que se cumprisse a vontade paterna em favor da humanidade.

A vida inteira de Jesus o homem, coincidiu com a de Jesus o mestre. Viveu pouco, apenas 33 anos. Poderia ter existido com o corpo carnal o tempo que quisesse, porque era santo, mas preferiu dar exemplo aos que não eram divinos, sobre a finitude, a temporalidade do corpo, que viera do pó e ao pó retornaria, servindo na terra apenas como vestimenta da alma. A morte para ressurreição é um fim inapelável, inafastável. É a suprema niveladora dos homens, ninguém escapa dela.

Vergastou a hipocrisia humana, desencorajando, por exemplo, o apedrejamento de Madalena, ao desafiar os falsos moralistas: “Quem nunca pecou atire a primeira pedra”. E as pedras foram jogadas ao chão porque ninguém era puro de pecados.

Absolveu Madalena, demonstrando o apreço que devemos ter à tolerância a ao perdão.

Suas parábolas educativas foram muitas, mas a memória e o entendimento dos ouvintes eram curtos, e eles prosseguem aprendendo até hoje.

Necessitam que mestres continuem a existir para educá-los, capacitá-los ao livre arbítrio, a distinguir e optar entre o bem e o mal, ciente das consequências de suas opções.

Os professores de hoje imitam Jesus até nos poderes sobrenaturais. Embora não consigam caminhar sobre as águas, ressuscitar pessoas, curar cegos e aleijados, tem a consciência da necessidade e a vontade de fazer milagres. Intentam, diariamente, multiplicar os pães, nas carências que dificultam a produção de conhecimentos.

Ser professor é quase uma experiência de santidade. A qualquer momento algum deles pode ser crucificado. A cruz de maior peso é a da falta de reconhecimento.

josepJosé de Siqueira Silva é Cel da PMPE,
mestre em Direito pela UFPE e
professor de Direito nas faculdades
IPESU e FOCCA

Contato: jsiqueirajr@yahoo.com.br

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