Literatura de cordel é tema de encontro na Bienal nesta quinta-feira (10/10)

10/10/19 às 10:57 – Da assessoria para o Blog do Andros 

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Eulina Fraga e Shirley Rodrigues. Foto: Divulgação

O cordel sob a ótica histórica e feminista. Essa é a linha que norteia os livros “O Mapa da Rima” e “O Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco”, que as escritoras Eulina Fraga e Shirley Rodrigues lançam hoje na Bienal, às 16h. Elas estarão no palco Além das Letras e também participarão de recital, com a presença do músico Allan Sales. Nos livros, elas resgatam a história do gênero cultural, desde o primeiro cordelista, e descortinam a existência e a importância das mulheres na produção literária de cordel.

As duas obras são editadas pela Coqueiros e têm arte desenvolvida pelo cordelista Leonardo Farias. As narrativas, que trazem alguns versos e mesclam harmonicamente conteúdo e poesia, já foram apresentadas no Recife e em Triunfo, além de países da Europa. Durante aproximadamente 2 anos, elas realizaram pesquisas quantitativas e qualitativas, imersões em acervos e aproximações e conversas com cordelistas em Pernambuco, no Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte que permitiram costurar as informações e criar um arranjo das narrativas.

Em 84 páginas, “O Mapa da Rima” resgata a história e as obras dos poetas pernambucanos que escrevem, ou seja, de bancada, como Silvino Piruá, criador do romance, e João Matias de Ataíde, um dos maiores tipógrafos brasileiros. No entanto, o mapeamento se volta, em especial, a Leandro Gomes de Barros. Foi ele quem identificou o potencial mercadológico do cordel e deu início à produção da arte impressa no formato já familiar da cultura nordestina.

A soberania masculina encontrada ainda no cordelismo é o mote do livro “O Cordel de Escrita Feminina em Pernambuco”, concebido a partir da inquietação das escritoras ao perceber a ausência das mulheres em encontros culturais. Na obra, de 40 páginas, elas descortinam a autoria dos cordéis de Maria das Neves Batista, a primeira cordelista brasileira e que utilizava o nome de seu esposo – Altino Alagoano – para assinar suas criações. Sua primeira produção foi “Violino do diabo e o valor da honestidade”. Ao todo, são aproximadamente 13 mulheres que ganham o reconhecimento por suas obras e têm suas vidas apresentadas aos leitores.

Esta entrada foi postada em Olinda.

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