Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados

20/07/19 às 17:37 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

fome

Foto: Exame/Editora Abril

Lamentavelmente o governo Bolsonaro tem o poder de criar fatos negativos em curto espaço de tempo. Em uma semana consegue-se acumular comentários que no mínimo podemos considerar como infelizes.

O problema da fome é algo inquestionável como mácula existente no mundo inteiro. No Brasil não seria diferente. Por possuirmos problemas sociais gravíssimos, temos sim pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e muitas passam fome.

Com a criação do Programa Fome Zero, o governo Lula conseguiu, através de uma série de programas de distribuição de renda, tirar o Brasil do mapa da fome. Alguns erros estruturantes foram cometidos, como por exemplo possibilidade de portas de saída para independência financeira, mas não há dúvida que o programa deu prestígio internacional ao Brasil no combate à fome, tendo o presidente ganho vários prêmios pelo sucesso do Fome Zero.

Um chefe de Estado precisa ter uma leitura macro dos grandes problemas sociais que afetam o Brasil, e mesmo com visões liberais, reconhecer que é preciso olhar por esse grupo de brasileiros que se encontram desprovidos do mínimo de nutrientes para a sua alimentação diária. Lamentavelmente, nosso presidente da República tem uma visão obtusa e insensível sobre essa problemática. Não é preciso passar fome como o ex-presidente Lula para ter como prioridade essa grande mancha que o país carrega, mas estar sensível aos problemas sociais desse país. Parece que Bolsonaro vive em uma bolha onde apenas grupos conservadores como evangélicos, grandes empresários e militares são os “bons”, sendo toda a grande massa desse país, inclusive nordestinos, os “maus”, criando uma polarização e demonização de movimentos sociais, professores universitários e artistas, leia-se a ameaça de extinção da Agência de Cinema Nacional – ANCINE, desejando colocar “filtros” nos filmes nacionais.

O problema da fome existe, é uma chaga social, cabe a todos, terceiro setor, governo e sociedade, primeiro reconhecer a sua existência e desenvolver ações conjuntas para que possamos ter um país com melhor qualidade de vida.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de Cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em Gestão Ambiental pelo IFPE. Especialista em Gestão Ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em Gestão Ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

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