Reinserção profissional de ex-dependentes químicos no mundo do trabalho: cidadania e qualidade de vida

16/07/19 às 09:23 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

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Foto: Assembleia Legislativa de Sergipe

O mercado está cada vez mais exigente, tornando-se claro a busca por qualificação do trabalhador, tanto adulto, quanto jovem. Também é evidente a dificuldade de jovens em situação de vulnerabilidade social conseguirem sua inserção no mercado de trabalho, principalmente quando se trata da primeira oportunidade profissional, pois eles não têm a experiência normalmente exigida pelas empresas e nenhum tipo de qualificação.

Nessa realidade, percebe-se que há até mesmo um desinteresse decorrente da falta de confiança, em virtude da realidade em que vivem. Para contornar a barreira da inexperiência e a pouca idade dos alunos, é necessário a implementação de políticas que traga de volta a motivação de pessoas que sempre foram excluídas do mercado de trabalho, preparando-as para novos horizontes no futuro.

Em se tratando do uso de drogas, a dependência química trata-se de um dos mais graves problemas do mundo contemporâneo, constituindo-se uma grave ameaça à sociedade na relação do ser humano com vários aspectos da vida social, principalmente na área profissional. Essa situação ocasiona perdas significativas na inserção no mercado de trabalho.

A reinserção profissional ajuda no processo de tratamento pois, além da cura física e psicológica, oferece autonomia econômica e social, além de retomar uma vida familiar e afetiva satisfatória. Além disto, a reinserção social deverá proporcionar ao cidadão em recuperação a transição para uma atividade ou ocupação, profissional ou não, socialmente aceita, transformando em uma forma de vida saudável e livre de drogas.

Acrescenta-se nesse processo a retomada dos seus estudos ou formações interrompidas, proporcionando alguma qualificação específica, visando a aquisição de competências para que o mesmo tenha maior chance de inserção no mundo do trabalho.

É sabido das dificuldades existentes para a aderência desse dependente em recuperação no mercado de trabalho, por questões culturais e falta de uma visão de algumas empresas de que deve cumprir com sua responsabilidade social.

Apesar disso sabemos que existem uma série de políticas públicas que são desenvolvidas no sentido de dar cidadania a esse dependente auxiliando o mesmo na qualificação, inserção no mundo do trabalho seja como empregado ou como empreendedor. Isso reduz o risco desses jovens se envolverem futuramente com drogas, ou serem cooptados como mão de obra para facções locais.

Existem Estados que desenvolvem políticas públicas de prevenção e controle às drogas não só com projetos, mas com secretarias específicas, podemos citar como exemplo os estados do Ceará e Pernambuco que articulam, planejam e executam ações de prevenção e controle às drogas usando como ferramenta fundamental a qualificação profissional para reinserção no mercado.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

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