Boi Treloso desfila no Bairro do Recife

Bloco, que é composto por adolescentes da Funase em regime de semiliberdade, terá concentração na Rua do Apolo

26/02/19 às 13:50 – Da assessoria para o Blog do Andros 

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 A 7ª edição do Bloco Boi Treloso vai ganhar as ruas do Bairro do Recife nesta quarta-feira (27). O evento, que é realizado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), reúne socioeducandos atendidos nas Casas de Semiliberdade (Casem) da instituição em todo o Estado, além de funcionários e ex-servidores. O desfile é aberto ao público. A concentração ocorrerá às 18h, na Rua do Apolo, em frente à Di Branco Recepções. Cerca de 200 pessoas devem participar da festa.

Mesmo passando a desfilar no Recife já em seu segundo ano, o Boi Treloso sempre manteve a ligação com sua origem, Caruaru, local do primeiro desfile. O bloco surgiu como uma iniciativa de funcionários da Casem situada no município e seguiu sendo preparado lá ao longo dos anos. Nesta edição, uma novidade: a parceria com o artesão Antônio Alexandre da Silva, que tem um ateliê em Bezerros, viabilizou que o boi passasse a ser feito com papel machê, ficando bem mais leve que a antiga estrutura de madeira. A customização foi realizada pelos adolescentes atendidos na Casem Caruaru, durante oficinas de artesanato.

“Levamos para o mestre Alexandre a proposta de fazer o boi com um material diferente. Pagamos pelos itens, com recursos do bazar que a Casem realiza, e ele fez o trabalho, além de orientar uma oficineira da unidade sobre como deve ser feita a customização. Mesmo sendo um momento de diversão, o evento serve como aprendizado. Os adolescentes estão tendo a oportunidade de fazer esse resgate da nossa cultura, o que contribui com a socioeducação”, diz a coordenadora geral da Casem Caruaru, Anabel Brandão.

O bloco foi abraçado por outras Casas de Semiliberdade da Funase e vem se destacando pelo cunho social. Atualmente, adolescentes atendidos em vários municípios participam do desfile. Quem acompanhar o bloco neste ano usará abadás nas cores verde e branca. A parte musical terá a participação de integrantes do Maracatu Fantástico A Cabra Alada.

“O boi, além de trazer a nossa cultura, trabalha no processo educativo. É um trabalho social, um momento de pura integração. A alegria faz com que diversas pessoas de fora da instituição sejam atraídas para o nosso meio. A inserção dos adolescentes da semiliberdade é muito importante nesse processo”, afirma a assessora técnica de Casas de Semiliberdade da Funase, Vitória Barros.

SERVIÇO

 Bloco Boi Treloso

Data: Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Horário: 18h
Local: Rua do Apolo, Bairro do Recife – em frente à Di Branco Recepções

HPV, uma ameaça no Carnaval

Especialistas da Oncoclínica Recife e Multihemo esclarecem dúvidas sobre o assunto

26/02/19 às 13:40 – Por Multi Comunicação/Blog do Andros 

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Faltam poucos dias para o Carnaval. No noticiário é comum alertas sobre DST, principalmente HIV. Mas outra sigla de três letras merece atenção, o HPV (Papiloma Vírus Humano). Essa doença sexualmente transmissível atinge, em geral, a população jovem (de 14 a 29 anos) e pode, inclusive, induzir ao câncer. O ginecologista oncológico Diógenes Fontão, da Oncoclínica Recife, e a oncologista Renata Travassos, da Multihemo, esclarecem dúvidas sobre o tema.

Cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas terão contato com um ou mais tipos do papiloma vírus humano (HPV) ao longo da vida. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 50% da população mundial masculina está infectada. “O HPV é um vírus transmitido principalmente pelo contato direto com pele e mucosas. O modo mais comum de transmissão é por meio do ato sexual. Por isso pode ser considerado uma doença sexualmente transmissível. O vírus infecta a pele e as mucosas, podendo causar desde infecções assintomáticas, verrugas e até lesões precursoras de câncer, que podem evoluir para o câncer de colo de útero, garganta, boca, pênis ou ânus”, destaca o médico da Oncoclínica Recife, Diógenes Fontão.

Câncer – o tumor de colo do útero tem o HPV como um dos principais agentes causadores desta neoplasia, atingindo cerca de 16 mil mulheres no Brasil por ano, o que já faz dele o terceiro tipo de câncer mais prevalente entre a população feminina. A doença é silenciosa e, por isso, em cerca de 35% dos casos acaba levando à morte. A oncologista Renata Travassos, da Multihemo, explica que esse tipo de infecção pode ocasionar alterações celulares no corpo da mulher, evoluindo para um tumor maligno. “A prevenção está diretamente relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, ou seja, para impedir a contaminação pelo vírus é importante o uso da camisinha durante a relação sexual. Outra forma de prevenção efetiva contra o câncer de colo do útero e outras infecções é através da vacinação, que está recomendada para homens e mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual.

Quando o câncer de colo de útero é diagnosticado precocemente, é possível reduzir em até 80% o risco de metástase e outras complicações. Por isso, especialistas aconselham que as mulheres mesmo vacinadas realizem os exames periódicos, como o Papanicolau.