Mulher Na Política

25/02/19 às 16:12 – Por Sidha Moitinho / Colunista Blog do Andros

9458791801_0a852485d6

Celina Guimarães foi a primeira mulher a votar no Brasil, no ano de 1927. Foto: Reprodução da internet

A história é uma mãe gentil, porém, firme, nunca deixará de fazer jus aqueles que precederam na luta antes de uma conquista. A história jamais deixará de nomear os valentes e não esconderá os fracos. Na linha do tempo a história caminha altaneiramente para honrar aos heróis e as heroínas, lançando luz a escuridão, onde o tempo tenta encobrir as pegadas dos guerreiros. Antes de falarmos sobre o dia 24 de fevereiro de 1932, dia em que as mulheres tiveram o voto feminino validado no Brasil, devemos dá uma rezinha no túnel do tempo, para festejarmos também, a bravura de Celina Guimarães Viana que inteligentemente soube fazer valer a lei 660 de outubro de 1927, para votar nas eleições de 5 de abril de 1928.

A lei regia que o eleitorado para participar das eleições eleitorais, deveria fazer alistamento. A professora formada pela escola Normal de Natal foi até o cartório de Mossoró Rio Grande do Norte, onde se inscreveu para votar, juntamente com outras seguidoras. A vida é uma jornada incrível, e os exemplos de coragem se entrelaçam como uma fonte viva para dar voz e vez aos que vem agora e aos outros que virão depois. Temos que aplaudir o Rio Grande do Norte por ser o primeiro estado do Brasil a regulamentar seu sistema eleitoral para ambos os sexos.

Infelizmente o Senado composto por homens sem compreensão da importância da mulher na sociedade e na política negou o reconhecimento do voto da professora Celina, contudo, não poderem tirar dela o feito de inaugurar a política feminina no Brasil. As mulheres não se deram por vencidas, em 24 de fevereiro de 1932, no governo de Getúlio Vargas, o dia nasceu feliz para muitas mulheres que compreendiam o valor do seu papel na política, e que agora tinham seu direito ao voto. Mas como a vida é feita de processos, as mulheres ainda tiveram algumas restrições como: mulher não poderia ser candidata a cargos executivos ou legislativos, os maridos precisavam autorizá-las para votarem, viúvas e solteiras só poderiam votar comprovando renda própria.

Dois anos mais tarde as mulheres conseguiram eliminar as restrições ao voto feminino, sendo que somente os homens eram obrigados a votar. Ainda temos muito o que fazer para tornar as mulheres de hoje mais comprometidas com a política, pois a maioria de nós, está alheia a importância do nosso papel político, e desinformadas quanto ao valor e o poder que tem seu voto. Mulher inteligente gosta de política, entende de política, tem opinião formada, e acredita no processo eleitoral independente “dê…” porque ela tem consciência de que seu voto importa para mudar as estruturas decadentes da sociedade onde ela vive, trabalha e cuida da sua família, pois ela está empoderada como eleitora para acabar com a politicagem por meio do voto esclarecido.

Somos a maioria do eleitorado brasileiro, temos que olhar para história e aprender com as mulheres do passado, que a custas de lágrimas, sangue e suor abriram o caminho para a mulher entrar na política. Precisamos ser mais leais umas para com as outras. Homens e mulheres precisam dar mais oportunidade para as mulheres fazerem política em Jaboatão do Guararapes. Temos testemunhado as gentes de fora tomando conta da nossa cidade, temos visto e sofrido os descalabros de uma política machista e desumana Brasil a fora. Está na hora das mulheres de Jaboatão amadurecerem politicamente e sentarem-se na cadeira da prefeitura, e unidas com a sociedade Jaboatonense, também, colorirmos as cadeiras da Câmara dos Vereadores de Rosa, Verde e Amarelo.

siSidha Moitinho é uma baiana que cresceu em Brasília, apaixonada por Pernambuco, mora em Jaboatão dos Guararapes há mais de 18 anos, cidade que ama e pela qual luta. É comunicadora social, bacharel em teologia, pastora, cineasta, coordenadora literária e escritora. Sidha ama escrever para crianças, atualmente vem promovendo seu conto infantil ‘Paulinho e o Vento’.

Contato: sidha.moitinho@gmail.com

Fala leitor: Em Jaboatão, crianças precisam caminhar dois quilômetros para conseguir pegar ônibus escolar

25/02/19 às 10:59 – Por Nizinha Lins 

rua

Acesso encontra-se em perfeito estado e moradora quer entender os motivos do carro não trafegar pela via. Foto: Cortesia

Uma leitora e mãe de alunos que residem nas proximidades da Barragem Duas Unas, procurou o Blog do Andros em busca de ajuda na esperança de solucionar um problema que vem deixando sua rotina ainda mais árdua.

Ela conta que o ônibus escolar da Prefeitura do Jaboatão, não está passando na rua Antônio Nascimento, obrigando os seus e os filhos dos vizinhos caminharem sob sol forte por dois quilômetros de estrada de terra quente até o ponto mais próximo, onde passa a condução escolar.

De acordo com a moradora, o motorista alega que não consegue acesso, por conta das más condições da via. Ela nega e enviou imagens mostrando que a estrada recebeu manutenção recente, deixando o caminho livre para a passagem de carros de grande porte.

“As crianças estão tendo dificuldades pra chegarem até o ônibus escolar, porque o mesmo passa somente numa rua principal vindo dos outros engenhos, alegando que a estrada daqui está de difícil acesso.

cri

Alunos precisam caminhar dois quilômetros para conseguir condução. Foto: Cortesia

Porém isso não confere, pois foi passado o Trator e melhorou bastante a estrada, então não é esse o motivo, o qual eu não sei e não entendo essa atitude. Moramos muito distante de onde este ônibus escolar passa num determinado horário pra buscá-las”, contou. Os alunos estudam na Escola João Bosco de Sena, localizada no bairro de Santo Aleixo. O Blog do Andros vai em busca de respostas junto a assessoria de imprensa do município.

 

 

 

Público enche Praça do Arsenal e prestigia palco Frei Caneca

25/02/19 às 10:40 – Por site.carnavalrecife

47204348051_30a67c2d34_k-1024x683

Praça do Arsenal recebeu grande público e prestigiou Palco Frei Caneca. Foto: Sérgio Bernardo/PCR

A estreia da prévia da Frei Caneca FM não poderia ter sido melhor. Um público colorido, alegre e disposto lotou a Praça do Arsenal, neste domingo (24), para prestigiar shows do trio Alessandra Leão, Isaar e Karina Buhr, Dona Onete e o projeto Batucada ao Vivo.

Antes o Bloco Pen Drive da Madrugada, inspirado em programa de mesmo nome, promoveu cortejo de estandartes iniciado à tarde na Praça da Independência (também conhecida como Praça do Diário), no centro da cidade, e encerrado em frente ao palco da Frei Caneca. Ao principal convidado do desfile, o Clube Carnavalesco Mistro Elefante de Olinda, juntaram-se os blocos do Nada, Grêmio Anárquico Feminístico Essa Fada, Eu me vingo de tu no Carnaval, Bloco Sobrecú, Me Segura se não eu Caio e Bloco da Ursene. A parte musical foi garantida pela Orquestra do Maestro Lessa.

Às 18h em ponto, conforme previamente divulgado, os locutores da FC anunciaram a entrada do trio Alessandra Leão, Isaar e Karina Buhr. As três tocaram músicas de suas carreiras solo e outras da antiga banda da qual participaram, a Comadre Fulorzinha. A plateia vibrou do começo ao fim com o show das moças.

Promover o respeito à diversidade é uma das inúmeras diretrizes da rádio pública municipal. Sendo assim, a Frei Caneca FM aproveita o Carnaval para falar sobre a vivência e as dificuldades enfrentadas pela parcela da população que se identifica como transsexual, transgênero ou travesti. Aurora Jamelo, que é uma das idealizadoras e responsáveis pela campanha, subiu ao palco para falar sobre o tema e obteve apoio do público presente, que aplaudiu a fala dela.

onete

A “gata selvagem”, apelido dado à cantora pelo cineasta pernambucano Lírio Ferreira, deixou o palco sob aplausos e gritos entusiasmados. Foto: Sérgio Bernardo/PCR

Acompanhada por uma banda azeitada e experiente, a paraense Dona Onete fez muita gente dançar agarradinho com seu carimbó repleto de sensualidade e referências à rica cultura do seu estado de origem. A “gata selvagem”, apelido dado à cantora pelo cineasta pernambucano Lírio Ferreira, deixou o palco sob aplausos e gritos entusiasmados. Agora ela e seus músicos seguem para uma série de shows na Austrália e Nova Zelândia.

O projeto Batucada ao Vivo encerrou a noite, reunindo, pela primeira vez, músicos e compositores que integram a cena do samba autoral pernambucano. Seis das principais rodas de samba de resistência da cidade foram representadas no Palco Frei Caneca, além dos grupos Terra e Cadência. A cantora e apresentadora Ana Paula Guedes, mentora do projeto No Meu Morro dá Samba (Morro da Conceição), e também integrante do grupo Voz Nagão, conduziu o grande encontro do samba feito no estado.

Acidente deixa três mortos em Sucupira, Jaboatão dos Guararapes

Grupo de amigos estava em um Voyage e não resistiu ao impacto da colisão do carro com um muro

25/02/19 às 10:08 – Do OP9 

nocarro

Foto: Cortesia 

Um grave acidente deixou três mortos, na madrugada deste domingo (24), na Avenida General Manoel Rabelo, em Sucupira, Jaboatão dos Guararapes. Um grupo de amigos estava em um carro Voyage, ano 1994, placas KFE-5653, quando o motorista perdeu o controle do carro e bateu num muro entre duas igrejas, na PE-007. Os ocupantes do automóvel estariam sem cinto de segurança.

As vítimas foram identificadas como Edilson Estêvão de Queiroz, Diógenes Marcelo Costa e Alexandre Marcelo Costa, os dois últimos eram irmãos. Eles moravam no bairro de Socorro, também em Jaboatão. O motorista e o passageiro que estavam na parte da frente do carro morreram na hora. O outro ficou preso às ferragens e, após tentativas de reanimação, também faleceu no local. O quarto ocupante, Jurandir Pedro da Silva, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Otávio de Freitas, no Recife.

A Polícia Militar foi acionada por volta de 4h, mas só chegou ao local 30 minutos depois. Os corpos foram encaminhados para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Recife, e aguardam liberação e reconhecimento da família. O delegado Joaquim Braga Neto, da Delegacia de Prazeres, também esteve no local, bem como a equipe do Instituto de Criminalística.