Rômulo Félix: Um Poeta Por entre As Nuvens

30/01/19 às 10:06 – Por Sidha Moitinho / Colunista Blog do Andros

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“A alma de artista e o coração dadivoso fazem deste poeta, um ser iluminado por Deus”. Foto: Divulgação

Rômulo possui a pena dos destros escritores. Suas palavras enaltecem a vida, nos transportando para o mundo dos seus encantamentos imaginados. Com as palavras podemos beijar a lua, tocar as estrelas e arrancar suspiros, na fé de termos o mundo aos nossos pés como um lugar melhor pra viver… Rômulo, o poeta gentil, guarda secretamente muitos temas por entre páginas ainda só suas.

Pedimos a Deus para que ele nos dê o prazer de continuarmos conhecendo mais dos seus temperados versos e escritos. Ele diz de forma lírica: “Meus melhores contos, histórias e estórias foram escritos nas alegrias da vida, guardo na memória do coração. Sempre visualizei a vida como um vasto campo. E aprendi que se você pensa para um ano, você planta flores; se você pensa para dez anos, você planta árvores; contudo, se você pensa para a vida toda, você planta pessoas.”

A alma de artista e o coração dadivoso fazem deste poeta, um ser iluminado por Deus, preparado para enflorar a vida de quem ama e admira a sensibilidade envolvente da palavra inspirada, seja na letra de uma canção, numa poesia ou poema, em contos ou histórias, ou ainda estórias e fantasias… Acima de tudo! Está o poder sobrenatural da Palavra de Deus que nos cura, nos sara, nos salva e nos liberta. O Espírito Santo escreveu na Palavra do Altíssimo: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que a usam habilmente serão recompensados.”

Palavras bem colocadas, com amor guiadas, promovem a vida e a sabedoria, enquanto a palavra maldosa é como bala certeira alcançando o alvo. A palavra pode conter vida e morte, e tem poder que ultrapassa o tempo, voando nas asas do nosso pensamento,  encontrado depois liberdade em nossos sentimentos… Félix nosso poeta em questão, recebeu do Deus Senhor, o talento para escrever doces e melodiosas palavras, tão suculentas como frutas em suas próprias estações… Tudo que Rômulo escreve, toca a alma da gente, nos inspira também, nos alegra e nos emociona.

Não explicamos os poetas, nem damos nomes as suas emoções, que podem até, ser diferente da razão que a realidade manifesta, apenas colhemos seu néctar, quando eles destilam por meio dos seus pensamentos e sentimentos as vozes dos seus gritos, ou os sons das suas alegrias e dores, pertencentes ao reino infinito das palavras. Félix é poeta como poucos, que não precisa fazer esforço para fazer poesia, seu amor pela escrita, emoldurou sua alma, coloriu seu ser, com letras que dançam, saltam e pulam as verdades do seu bonito coração.

O poeta e escritor Rômulo Félix é filho das terras jaboatonenses. Ele sai por aí desfrutando e compartilhando as paisagens da vida como um cavalheiro montado em seu cavalo branco. Sem medo e sem pressa, o poeta, campeia por entre seus sonhos transbordantes de palavras e letras. Saltitante ele se vê por entre nuvens. Podemos pegar carona numa dessas nuvens e pelos trilhos do tempo suspirar o amor por nossa gloriosa  cidade: Jaboatão dos Guararapes. Escreve o poeta:


Jaboatão dos Guararapes – Por Rômulo Félix

 

dantas-barreto

Foto histórica da praça Dantas Barreto em Jaboatão Centro. Imagem extraída do site Jaboatão Redescoberto

A minha cidade sempre me protegeu… me envolveu… me trouxe paz e tranquilidade.
Me abraça em noites frias… Me refresca em dias quentes… As noites mais escuras em minha cidade não me trazem medo… Produzem as estrelas mais brilhantes que embalam nossos sonhos, como os desígnios das mãos de Deus, que fez uma chuva de meteoros cair tranquilamente em um oceano longínquo e sereno. O som noturno de minha cidade é uma sinfonia regida pela natureza. O murmurejar de uma nascente na floresta distante e erma. Os ecos de minha cidade me fazem ouvir o vento açoitando os canaviais de nossos engenhos, e me fazem ouvir os brados e os gritos dos filhos de Jaboatão, defendendo o nosso torrão nos Montes Guararapes.

A aurora que surge em nosso litoral, transformando a areia branca em um tapete de pequenas pedras de diamantes, trás um sol morno e rejuvenescedor, que ao subir um pouco mais no firmamento e tocar o povo jaboatonense, encontra seu ápice e sua plenitude, como uma fonte de calor, e mais esperança trazendo… Mais um dia de luta… e de força, e acima de tudo de esperança. Eu amo minha cidade.

siSidha Moitinho é uma baiana que cresceu em Brasília, apaixonada por Pernambuco, mora em Jaboatão dos Guararapes há mais de 18 anos, cidade que ama e pela qual luta. É comunicadora social, bacharel em teologia, pastora, cineasta, coordenadora literária e escritora. Sidha ama escrever para crianças, atualmente vem promovendo seu conto infantil ‘Paulinho e o Vento’.

Contato: sidha.moitinho@gmail.com

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