Brasil perde a oportunidade de ser protagonista em algo

11/12/18 às 11:30 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

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Imagem/Charge do Jornal da Amazônia

Com a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República, sabia que teríamos tempos sombrios para a preservação ambiental em nosso país. O discurso de campanha mostrava um desconhecimento do tema e um despreparo do seu staff em assuntos como aquecimento global e unidades de conservação. Toda essa lambança culminou com a retirada da candidatura do Brasil para sediar a COP 25 – evento de dimensão mundial que trata de ações para redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil vinha desde o Protocolo de Kyoto em meados da década de 90, construindo um protagonismo na área, não só por ser o país com maior reserva de fauna e flora do mundo, tendo a Amazônia, mas pelos compromissos assumidos nas reduções de emissões de gases de efeito estufa. É importante lembrar que fomos o país que deu o pontapé inicial na discussão global sobre a problemática ambiental no Rio de Janeiro com a ECO-92. Líderes políticos de todo o mundo vieram ao Brasil se unir em prol do cuidado à mãe terra.

Anos se passaram e o cancelamento do Brasil em sediar um evento dessa magnitude, que iria ser positivo economicamente para o Brasil, aquecendo a economia com milhares de chefes de estado visitando nossos país, sem falar na imagem de protetor maior do planeta a partir de suas reservas naturais, fazem com que voltemos à década de 70. Você lembra do discurso dos militares do crescimento de “50 anos em 5”?

A escolha do novo ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, réu na Justiça, acusado de flexibilizar a área de proteção ambiental próxima ao Rio Tietê, em São Paulo. O caso teria acontecido durante sua permanência como secretário do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin. Claramente teremos um ministério usado como linha auxiliar ao da agricultura, defendendo unicamente os interesses dos ruralistas. Dessa forma, perdemos a chance de sermos pelo menos uma vez protagonista em algo.

É importante que profissionais da área ambiental, ambientalistas e a academia não se calem e busquem alertar a sociedade desse retrocesso na área. Podemos perder parcerias comerciais importantes por visão estreita de políticos despreparados.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em gestão ambiental pelo IFPE. Especialista em gestão ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em gestão ambiental pelo IFPE.  É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857

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