10/12/18 às 12:10 – Por Djalma Júnior / Colunista Blog do Andros

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Imagem/Alef Gabriel

O Plano Diretor Ambiental, representa uma grande ferramenta de planejamento estratégico para o meio ambiente. É a partir dele que podemos realizar um plano de ação para proteção ambiental no território municipal como também um plano de negócios que possa potencializar a economia local em bases sustentáveis.

O Plano Diretor Ambiental pode ser uma ferramenta efetiva no controle territorial e não deve ser confundido com o Plano Diretor que está previsto no “Estatuto das Cidades”. Ele se insere no Plano Diretor, porém pode ser executado de forma independente, sendo uma ferramenta de gestão.

É importante salientar que, cada cidade tem suas peculiaridades, sendo necessário tem que avaliar as cidades de forma isolada, levando em consideração a própria bacia hidrográfica a qual pertence.

Projetos de navegabilidade como o existente no Recife no Rio Capibaribe, apresentam soluções do ponto de vista turístico, mas também comercial onde grandes empresas poderão escoar seus produtos. É preciso preservar nos Rios o sentido de usá-los de forma sustentável.

A Lagoa Olho D’água, em Jaboatão dos Guararapes é um grande exemplo de descaso das nossas riquezas naturais. É um ecossistema de grande potencial paisagístico localizada na Bacia do Rio Jaboatão.

Considerada a maior lagoa urbana de formação de restinga do Brasil, é composta de uma fisionomia muito natural encontrando-se completamente inserida na estrutura urbana da cidade, ou seja, uma paisagem de águas inserida no sistema de águas da cidade e que interage dentro dos sistemas: ecológico, urbano e social, comprovando que o Plano Diretor Ambiental se aplica perfeitamente no cenário de recuperação dos usos múltiplos dos rios.

É necessária vontade política para a proposição de um Plano Diretor Ambiental para a Bacia do Rio Jaboatão e Lagoa Olho D’água. Um grande programa de revitalização integrada (educação ambiental, saneamento e gestão do lixo), invés de discussões isoladas e desarticuladas, dialogando com cidades vizinhas.

Ações como asfalto, saneamento ambiental e cobrir todo o município com médicos da família, são condições básicas para o ordenamento urbano numa perspectiva sustentável.

É preciso também que a Gestão Municipal e seus Parlamentares conheçam o território municipal e os impactos causados por cada ação definida nas Secretarias Municipais e na aprovação de projetos na Câmara. Será que meu projeto terá impacto ambiental negativo na cidade?

Por isso sugiro ao Município de Jaboatão dos Guararapes que seja inovador e crie o Plano Diretor Municipal, realizando um mapeamento ambiental do território, vinculando assim uma série de ações, como por exemplo educação ambiental em escolas públicas.

O Plano Diretor Ambiental é algo facultativo, mas que a depender da visão estratégica do gestor, poder se tornar lei com a consulta da sociedade civil e outros segmentos da sociedade através de audiências públicas.

djalmapDjalma Júnior é jaboatonense, morador de Cajueiro Seco há 42 anos, onde vem atuando de forma incansável por uma educação de qualidade e um meio ambiente equilibrado. É professor universitário, licenciado em Química pela UFPE e Tecnólogo em Gestão Ambiental pelo IFPE. Especialista em Gestão Ambiental pela FAFIRE, além de mestrando em Gestão Ambiental pelo IFPE. É ambientalista defensor de várias pautas como a da economia circular, gestão dos recursos hídricos e mobilidade urbana. Aqui, entre outros assuntos, vai escrever sobre ciência, tecnologia e meio ambiente.

E-mail – djalmaufpe@gmail.com – WhatsApp: 9.8753-2857